Alemanha tem 3ª morte por malária de mosquito levado de avião
Mosquito Anopheles darlingi, principal transmissor da malária na América do Sul. Romuald Carinci e Pascal Gaborit/Institut Pasteur de la Guyane Uma pessoa que...
Mosquito Anopheles darlingi, principal transmissor da malária na América do Sul. Romuald Carinci e Pascal Gaborit/Institut Pasteur de la Guyane Uma pessoa que morava nas imediações do Aeroporto de Frankfurt, na Alemanha, morreu após contrair malária, informaram as autoridades locais nesta quinta-feira (17/09). 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Este é o terceiro óbito registrado na cidade em razão da doença, que também vitimou dois funcionários do aeroporto. A primeira morte ocorreu no início de julho, segundo a Secretaria de Saúde de Frankfurt. A causa só foi identificada após o falecimento do paciente. A segunda morte foi registrada em agosto. Veja os vídeos em alta do g1 Agora no g1 A terceira vítima residia no bairro de Schwanheim, nos limites do aeroporto, segundo a administração municipal. A morte ocorreu após a notificação, nesta terça-feira, de dois novos casos de malária na região, enquanto a vítima estava sob cuidados no hospital universitário da cidade. "Ambos os indivíduos haviam sido infectados pelo parasita Plasmodium falciparum, causador da malária, embora não tivessem viajado para uma região onde a doença é endêmica nem trabalhado no aeroporto", informaram as autoridades de saúde de Frankfurt, em nota. Os dois casos mais recentes no bairro de Schwanheim estavam ligados a um mosquito Anopheles infectado que chegou à Alemanha em um avião. As infecções, no entanto, não são transmitidas entre humanos. LEIA TAMBÉM: Espanha será 1ª seleção a pagar congelamento de óvulos para jogadoras de futebol Fiji declara emergência por HIV; vírus já afeta um em cada 60 adultos no país "Malária de aeroporto" ocorre em casos raros Segundo as autoridades, a chamada "malária de aeroporto" ocorre em casos muito raros, quando um mosquito infectado é trazido ao país em um avião ou na bagagem, com a transmissão ocorrendo posteriormente na aeronave, no aeroporto ou nas imediações. As infecções ocorreram a cerca de cinco quilômetros do aeroporto, um dos maiores da Europa e um importante hub de conexão de voos internacionais. Segundo o Instituto Robert Koch (RKI), o órgão de saúde pública da Alemanha, os mosquitos transmissores da doença podem voar em distâncias entre cinco e dez quilômetros. Seis funcionários do aeroporto contraíram malária tropical, a forma mais perigosa da doença, em julho, após serem picados por mosquitos que teriam chegado em voos procedentes de regiões onde a malária é endêmica. As autoridades de saúde recomendaram aos médicos da região que considerem a malária como hipótese diagnóstica em pacientes que apresentem febre. Moradores da região e trabalhadores do aeroporto foram orientados a procurar assistência médica caso apresentem sintomas. Desde 1969, ocorreram 145 casos na Europa O Aeroporto de Frankfurt informou que mosquitos capturados em armadilhas foram enviados a um laboratório em Antuérpia, na Bélgica, nos meses de julho e agosto, mas os resultados ainda não estavam disponíveis. Um porta-voz do aeroporto afirmou que as autoridades locais de saúde pública tinham, em princípio, autoridade para determinar que as companhias aéreas realizassem a desinfecção das aeronaves. Segundo o Ministério do Exterior da Alemanha, a malária pode provocar coma e morte, especialmente entre grupos mais vulneráveis. A proteção contra picadas e o uso de medicamentos preventivos reduzem o risco de infecção. Um estudo que compilou episódios de malária de aeroporto e de transmissão por bagagens na Europa entre 1969 e 2024 identificou 145 casos, dos quais nove ocorreram na Alemanha. O último episódio desse tipo no país ocorreu em 2023, também no Aeroporto de Frankfurt.