Acusado de matar Charlie Kirk se declara inocente; juiz decide que pode haver pena de morte

Tyler Robinson com seus advogados durante audiência em dezembro de 2025. Rick Egan/The Salt Lake Tribune via AP/Pool Tyler Robinson, o homem acusado de matar a...

Acusado de matar Charlie Kirk se declara inocente; juiz decide que pode haver pena de morte
Acusado de matar Charlie Kirk se declara inocente; juiz decide que pode haver pena de morte (Foto: Reprodução)

Tyler Robinson com seus advogados durante audiência em dezembro de 2025. Rick Egan/The Salt Lake Tribune via AP/Pool Tyler Robinson, o homem acusado de matar a tiros o ativista conservador americano Charlie Kirk em um campus universitário de Utah, nos Estados Unidos, declarou-se inocente nesta terça-feira (1º). Um juiz decidiu que a acusação de homicídio pode levar à pena de morte. ✅ Clique aqui para seguir o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp A decisão do juiz de Utah de que há evidências suficientes para levar Robinson a julgamento encerrou uma audiência realizada em ProAcusado de matar Charlie Kirk se declara inocente nos EUAvo, cidade próxima ao local onde Kirk foi morto. O ativista foi assassinado em 10 de setembro de 2025, há quase um ano. Durante a audiência, os promotores apresentaram o que classificaram como evidências "avassaladoras" de que Robinson, de 23 anos, foi o responsável pelo disparo que matou Kirk, de 31. O tiro aconteceu enquanto o ativista participava de um dos debates universitários que ajudaram a torná-lo conhecido nacionalmente. A defesa argumentou que o caso não atende aos critérios para aplicação da pena de morte. Agora, caberá a um júri decidir se Robinson será condenado pelo crime e qual será a pena. Os pais de Kirk, Robert e Kathryn, e sua mulher, Erika, estavam na sala de audiência. Ela assumiu a liderança da organização juvenil conservadora fundada pelo marido. "Esta decisão, tomada quase um ano depois que Charlie foi tirado de nós, representa um passo importante na busca de justiça para ele", afirmou a família Kirk em um comunicado divulgado após a audiência. O juiz Tony Graf marcou para 23 de outubro uma nova audiência para definir a data de início do julgamento. Robinson declarou-se inocente das sete acusações apresentadas contra ele. Entre elas está a de homicídio qualificado, relacionada ao risco imposto à vida de outras pessoas quando, segundo a acusação, ele atirou contra Kirk na Universidade do Vale de Utah, em Orem. A condenação por homicídio qualificado pode resultar em pena de morte no estado. Quem era Charlie Kirk Kirk foi um dos fundadores da Turning Point USA, organização voltada para jovens conservadores. Ele ganhou destaque nacional ao mobilizar eleitores jovens em apoio à campanha pela reeleição do presidente Donald Trump em 2024. A morte de Kirk foi registrada por celulares e as imagens se espalharam pelas redes sociais. O caso faz parte de uma série de ataques contra figuras políticas nos Estados Unidos nos últimos anos e ampliou o debate sobre violência política no país. Promotoria diz que tiro colocou outras pessoas em risco O promotor do condado de Utah, Ryan McBride, apresentou imagens de câmeras que, segundo ele, mostram Robinson ocupando uma posição de atirador em um telhado antes de disparar contra Kirk. McBride também mostrou imagens que, segundo ele, indicam que Robinson criou um "grande risco de morte" para outras pessoas. O segurança de Kirk estava a poucos metros do ativista quando ele foi atingido. O promotor afirmou ainda que o rifle de Robinson tinha quatro munições, o que, segundo ele, indica que o atirador estava preparado para fazer novos disparos caso o primeiro errasse. "Ele se deitou de bruços e teria visto aquela multidão de mais de 3 mil pessoas no evento, mirou, colocou a mira sobre Charlie Kirk e atirou", disse McBride ao tribunal. Defesa diz que apenas Kirk foi alvo A advogada Staci Visser afirmou que o disparo não colocou outras pessoas em risco e que o crime não justificaria a aplicação da pena de morte. Segundo ela, o atirador disparou contra Kirk e fugiu sem recarregar a arma ou ameaçar outras pessoas. "Há um ato. Há um disparo. Há uma bala. Há uma vítima", disse Visser. De 60% para 30%: por que a imagem dos EUA despencou no Canadá Promotoria cita posição de Robinson sobre direitos LGBTQIA+ McBride afirmou que Robinson mantinha um relacionamento com Lance Twiggs e que teria escolhido Kirk como alvo por causa das posições políticas do ativista contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo e os direitos de pessoas trans. O promotor citou uma mensagem atribuída a Robinson na qual ele teria dito a Twiggs que matou Kirk porque "alguns ódios não podem ser negociados". O advogado de defesa Richard Novak afirmou que Kirk havia feito comentários "odiosos" sobre pessoas que não se identificavam com os papéis tradicionais de gênero e sobre pessoas que não eram heterossexuais. Segundo Novak, porém, não está claro ao que Robinson se referia ao usar a palavra "ódio", e a mensagem não significa necessariamente que ele tenha matado Kirk por discordar de suas posições políticas. Seth Zuckerman, ex-promotor de Nova York que atualmente trabalha como advogado de defesa criminal, acompanha o caso e avalia que ele provavelmente chegará a julgamento, em vez de terminar em um acordo. "Os promotores podem não estar dispostos a retirar a pena de morte da mesa, e isso provavelmente exigiria um julgamento", afirmou Zuckerman. Segundo ele, os advogados de Robinson devem tentar convencer o júri de que o crime não justifica uma sentença de morte.

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