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'A rua encheu muito rápido e gritavam 'é choque, é choque'", relata educador físico que socorreu mulher eletrocutada em Copacabana

O educador físico que fez massagem cardíaca na mulher que foi eletrocutada na noite desta segunda-feira (9) em Copacabana, na Zona Sul do Rio, contou que esta...

'A rua encheu muito rápido e gritavam 'é choque, é choque'
'A rua encheu muito rápido e gritavam 'é choque, é choque'", relata educador físico que socorreu mulher eletrocutada em Copacabana (Foto: Reprodução)

O educador físico que fez massagem cardíaca na mulher que foi eletrocutada na noite desta segunda-feira (9) em Copacabana, na Zona Sul do Rio, contou que estava a caminho da academia e parou para aguardar a chuva passar quando ouviu gritos pedindo socorro. "Eu ouvi alguns gritos, a rua encheu muito rápido e gritavam 'é choque, é choque'. Muitas pessoas correndo e os gritos não paravam. Quando eu me aproximei, vi que a moça tava presa no chão", conta Edgar, que é dono de uma academia na região. As testemunhas contam que o homem que foi eletrocutado junto com a moça também estava tentando ajudá-la. "O rapaz foi tentar ajudar ela e ficou preso também, mas conseguiu se soltar e ela apagou. Quando ela conseguiu se soltar, foi porque uma moça puxou ela pegou cabelo. Ai eu comecei a reanimar ela", relata Edgar. Segundo ele, a moça que puxou a outra pelo cabelo era mãe dela e elas não falavam português. " Eu fiquei fazendo massagem cardíaca nela uns 10 minutos. Quando o bombeiro chegou, ela já estava consciente, mas foi tenso, muito tenso. Eu fiz o meu melhor dentro do meu possível e no final deu tudo certo. A melhor parte de tudo foi depois de tanto tempo desacordada, foi eu ver um sorriso daquela pessoa", completa ele. Choque durante alagamento deixa feridos em Copa Reprodução/Redes sociais O moço que também ficou ferido contou que está em situação de rua e estava na outra calçada quando percebeu que a mulher precisava de ajuda. "Eu achei que ela tava se afogando, eu vim correndo, na hora que eu tentei pegar na mão dela, fiquei agarrado no choque. Fiquei me batendo um tempão, prendendo minha perna, depois de um tempão eu consegui sair e conseguiram me puxar", conta Felipe Dias de Castro Souza. Ele conta sobre a ajuda do instrutor físico. "Foi uma boa ajuda, na hora, foi difícil para caramba. Não sei como eu não morri. Ela também. Foi difícil. Vou fazer 33 anos. Quando eu era moleque quase morri atropelado pelo trem, mas algo assim eu nunca tinha vivido não. Foi Deus mesmo. Ainda tô me sentindo meio fraco, mancando, ontem não conseguia mexer a perna", relata. Guarda Municipal isola local em Copacabana onde duas pessoas sofreram choque Reprodução/Redes sociais A dupla foi eletrocutada durante um alagamento na esquina da Rua Santa Clara e da Avenida Nossa Senhora de Copacabana. Na manhã desta terça, o local não estava isolado. Várias áreas da Região Metropolitana do Rio foram atingidas por fortes chuvas nesta segunda.