Trump diz que acordo com Irã está próximo, mas ameaça ação militar se não houver avanço: 'negociadores difíceis'

O presidente dos EUA, Donald Trump, aponta o dedo durante uma reunião de gabinete na Sala do Gabinete da Casa Branca, em Washington, DC, EUA, em 27 de maio de ...

Trump diz que acordo com Irã está próximo, mas ameaça ação militar se não houver avanço: 'negociadores difíceis'
Trump diz que acordo com Irã está próximo, mas ameaça ação militar se não houver avanço: 'negociadores difíceis' (Foto: Reprodução)

O presidente dos EUA, Donald Trump, aponta o dedo durante uma reunião de gabinete na Sala do Gabinete da Casa Branca, em Washington, DC, EUA, em 27 de maio de 2026 REUTERS/Evan Vucci Em entrevista à Fox News, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que as negociações com o Irã para encerrar a guerra estão “muito perto de um acordo muito bom”. O trecho foi divulgado pelo perfil da Casa Branca na rede social X (antigo Twitter). Ele ressaltou, porém, que caso não haja entendimento, os EUA podem “terminar militarmente”, o que, segundo ele, seria “mais rápido”. Porém, o acordo é, em parte, motivado por uma visão humanitária. "Você salva muitas vidas. Seja do outro lado ou não, você salva muitas vidas", afirmou Trump. Baixe o GloboPop para assistir a vídeos curtos verticais da Globo O presidente comparou com operações anteriores, citando a Venezuela como uma "vitória de um dia", e afirmou que o exército iraniano já está, essencialmente, derrotado. Para Trump, um dos benefícios do acordo seria a abertura imediata do Estreito de Ormuz. "Eu preferiria conseguir um acordo porque podemos abrir o estreito imediatamente após a assinatura", disse. O presidente americano afirmou que "a única garantia" que ele tem é que não haverá armas nucleares: "Eles concordaram com isso e foi muito interessante". "Estamos conseguindo o que queremos lentamente. Negociadores muito difíceis. Leva muito tempo", disse Trump. O republicano afirmou que "gostaria de dizer que está com pressa (para um acordo)", pois assim o preço da gasolina despencaria. Mas que "se você estiver com pressa, não vai fazer um bom negócio". "Lenta mas seguramente, estamos conseguindo, eu acho, o que queremos. E se não conseguirmos o que queremos, vamos acabar com isso de uma forma diferente", concluiu o presidente. Neste sábado (30), o secretário de Defesa americano e chefe do Pentágono, Pete Hegseth disse que EUA estão prontos para retomar ataques ao Irã se não houver acordo. “Nossa capacidade de retomar [os ataques], se necessário... somos mais do que capazes”, disse Hegseth em Singapura. “Nossos estoques estão mais do que adequados para isso, tanto ali quanto ao redor do mundo, então estamos em uma posição muito boa”, acrescentou. A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) disse que interceptou e destruiu um drone americano MQ-1 na madrugada deste domingo (31), após este ter entrado em águas territoriais iranianas com intenções hostis. Os EUA não comentaram sobre o ocorrido. O chefe do Pentágono disse ainda que o presidente Donald Trump está sendo “paciente” e quer fechar um “grande acordo” que garanta que o Irã não obtenha uma arma nuclear. Na sexta-feira (29), Trump afirmou que se reuniria em uma sala segura da Casa Branca para tomar uma “decisão final” sobre uma proposta para encerrar a guerra com o Irã. A proposta prevê a extensão de uma trégua iniciada no começo de abril por mais 60 dias, dando tempo para os negociadores buscarem um acordo permanente para o conflito. A guerra iniciada pelos Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro matou milhares de pessoas, principalmente no Irã e no Líbano, e provocou impactos na economia global ao elevar os preços da energia devido ao fechamento efetivo do Estreito de Ormuz pelo Irã. Agora no g1 Avanço de Israel no Líbano em meio a negociações Exército de Israel anunciou neste domingo (31) que sua operação terrestre contra o Hezbollah 'se expande a outras zonas' do Líbano. Segundo comunicado publicado na rede social X, as forças armadas “cruzaram o rio Litani e ampliaram suas operações contra objetivos do Hezbollah ao norte do rio. A operação se expande a outras zonas”. Este avanço marca uma intensificação significativa do conflito, já que o rio Litani tem sido considerado historicamente uma linha de contenção para operações militares israelenses no Líbano. Na manhã deste sábado (30), o exército israelense alertou os habitantes de mais de uma dezena de vilarejos libaneses para que deixassem suas casas antes dos ataques. Os bombardeios atingiram várias localidades do sul, segundo a Agência Nacional de Informação libanesa (Ani, oficial). O exército libanês informou que um ataque de drone israelense “direcionado” atingiu e feriu gravemente dois de seus soldados, que estavam em um veículo, perto da cidade meridional de Nabatieh. Disparos de artilharia também ocorreram perto da fortaleza medieval de Beaufort. Na véspera, o ministro da Cultura libanês havia alertado para o “grave perigo” que os ataques israelenses representam ao patrimônio histórico do país. O Hezbollah, por sua vez, reivindicou o lançamento de foguetes em direção ao norte de Israel. O exército israelense afirmou ter interceptado vários projéteis, com exceção de um foguete que caiu em seu território, sem deixar feridos.

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