Repelente de tubarões é testado em Fernando de Noronha para reforçar segurança no mar

Repelente de tubarões é testado em Fernando de Noronha Pesquisadores do Projeto Ecotuba, da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), começaram a tes...

Repelente de tubarões é testado em Fernando de Noronha para reforçar segurança no mar
Repelente de tubarões é testado em Fernando de Noronha para reforçar segurança no mar (Foto: Reprodução)

Repelente de tubarões é testado em Fernando de Noronha Pesquisadores do Projeto Ecotuba, da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), começaram a testar, em Fernando de Noronha, um equipamento que promete afastar tubarões (veja vídeo acima). Chamado Freedom, o dispositivo já foi usado na Austrália e nos Estados Unidos. Na ilha, os testes são realizados com guarda-vidas e embarcações de pesca. O equipamento emite sinais que buscam interferir na capacidade sensorial dos tubarões. Segundo a pesquisadora da UFRPE Mariana Rêgo, o dispositivo atua sobre um sistema sensorial desses animais conhecido como ampolas de Lorenzini. ✅ Receba no WhatsApp as notícias do g1 PE Salva-vidas fazem testes com o repelente em Noronha Projeto Ecotuba/Divulgação Mariana Rêgo explicou que as ampolas de Lorenzini são órgãos sensoriais que permitem aos tubarões detectar campos elétricos na água. Essa capacidade ajuda os animais a localizar outros seres vivos. Segundo a pesquisadora, o equipamento cria um campo que tem o objetivo de afastar os tubarões. “O princípio desse equipamento é fazer um campo, num raio de seis metros, que repele o tubarão”, detalhou Mariana Rêgo. Os pesquisadores do Projeto Ecotuba foram procurados pelos fabricantes do equipamento para realizar testes no Brasil. A equipe aceitou a proposta para avaliar o funcionamento do dispositivo nas condições encontradas no país. “O equipamento tem sido muito usado na Austrália e também nos Estados Unidos. Nós fomos contatados pelos fabricantes e solicitamos fazer testes no Brasil porque temos diferenças de salinidade, temperatura da água e espécies existentes”, explicou Mariana Rêgo. Equipamento que já foi testado na Austrália passou a ser testado em Fernando de Noronha Projeto Ecotuba/Divulgação LEIA TAMBÉM: Pesquisadora encontra 16 cápsulas de tubarão-lixa em Fernando de Noronha Estudo aponta que tubarões-tigre mudaram comportamento e ficam até dois anos em Fernando de Noronha Pesquisa de tubarões em Pernambuco Pesquisadores da UFRPE estudam e monitoram tubarões em Fernando de Noronha há 12 anos. Em setembro, a equipe também retomou as pesquisas sobre esses animais na Região Metropolitana do Recife, após uma pausa de 11 anos. Os testes em Noronha também devem contribuir para as pesquisas e as ações de segurança no continente, onde são registrados ataques de tubarões a pessoas, alguns deles com consequências graves. Desde 1992, o Comitê Estadual de Monitoramento de Incidentes com Tubarões (CEMIT) registrou em Pernambuco 84 incidentes com tubarões: 70 no Grande Recife e 14 em Fernando de Noronha. O levantamento estadual contabiliza 27 mortes (nenhuma em Noronha) e 57 sobreviventes. Uso por guarda-vidas O coordenador do Projeto Ecotuba, Paulo Oliveira, explicou que o equipamento poderá ajudar a aumentar a segurança dos guarda-vidas durante os salvamentos no mar. “A utilidade prática desse trabalho é possibilitar uma segurança maior para os bombeiros. Os salva-vidas entram na água para fazer salvamentos e podem se deparar com um tubarão. Com esse equipamento, existe a possibilidade de diminuir a chance de o animal avançar contra o bombeiro", afirmou. Se os testes confirmarem a eficácia do equipamento, os pesquisadores deverão recomendar ao governo de Pernambuco a compra dos dispositivos para uso em Fernando de Noronha e na Região Metropolitana do Recife. Pesca Pescadores de Fernando de Noronha relatam dificuldades com a queda na produção. Segundo eles, os tubarões comem os peixes capturados antes que os animais sejam retirados da água e colocados nas embarcações. O equipamento também será testado em embarcações de pesca. Segundo Paulo Oliveira, os pesquisadores vão adaptar o dispositivo para tentar evitar que os tubarões se aproximem dos barcos e comam os peixes capturados. “Nós vamos fazer uma adaptação do equipamento para diminuir a depredação. Vamos colocar o equipamento na água para que os tubarões não se aproximem quando os pescadores estiverem em atividade”, explicou o coordenador do Projeto Ecotuba. VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias ​

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