Quem é Mauro Mendes: ex-governador de MT e investigado pela Polícia Federal por suspeita de desvio de R$ 308 milhões

Ex-governador Mauro Mendes e deputado Fábio Garcia são alvos de operação da PF que apura desvio de R$ 308 milhões em acordo entre MT e empresa de telefonia...

Quem é Mauro Mendes: ex-governador de MT e investigado pela Polícia Federal por suspeita de desvio de R$ 308 milhões
Quem é Mauro Mendes: ex-governador de MT e investigado pela Polícia Federal por suspeita de desvio de R$ 308 milhões (Foto: Reprodução)

Ex-governador Mauro Mendes e deputado Fábio Garcia são alvos de operação da PF que apura desvio de R$ 308 milhões em acordo entre MT e empresa de telefonia O ex-governador Mauro Mendes (União), principal alvo da Operação Heritage deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (6) que apura o desvio de R$ 308 milhões, é empresário, engenheiro eletricista e um dos principais nomes da política de Mato Grosso. Ele também disputa uma vaga no Senado nas eleições deste ano. Em nota, a Procuradoria-Geral do Estado (PGE-MT) informou que "confia nas investigações da Polícia Federal e irá contribuir com tudo que for requerido. Aguarda com naturalidade o desdobramento da investigação, pois acredita que o caso será totalmente esclarecido". Mauro Mendes não se manifestou sobre o caso até a última atualização desta reportagem. Natural de Anápolis (GO), Mendes se mudou para Cuiabá ainda na adolescência, construiu carreira no setor industrial, foi prefeito da capital e governou o estado entre 2019 e 2026. Em março deste ano, renunciou ao cargo para disputar o Senado. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp Após se formar em engenharia elétrica pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Mauro Mendes fundou a Bimetal, empresa especializada na fabricação de torres para telecomunicações. A atuação no setor empresarial o levou à presidência da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt) e do Sistema Sesi/Senai entre 2007 e 2010. No período, também ocupou a vice-presidência da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Atualmente, é sócio do Grupo Bipar, que reúne empresas nas áreas de metalurgia, energia, engenharia e investimentos. Vida política A trajetória política do ex-governador começou ainda na universidade, quando participou do movimento estudantil e integrou a direção do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UFMT. Anos depois, disputou as eleições para a Prefeitura de Cuiabá, em 2008, e para o Governo de Mato Grosso, em 2010, mas foi derrotado nas duas ocasiões. A primeira vitória nas urnas veio em 2012, quando foi eleito prefeito da capital no segundo turno. À frente da prefeitura, executou obras nas áreas de saúde, educação, mobilidade e infraestrutura. Entre as entregas estão unidades de saúde, escolas, creches, parques públicos e programas de pavimentação. Ao fim do mandato, pesquisas apontavam alto índice de aprovação da gestão. Em 2018, após deixar o PSB e ingressar no então Democratas — partido que mais tarde passou a integrar o União Brasil — Mauro Mendes foi eleito governador de Mato Grosso ainda no primeiro turno, com 58,7% dos votos válidos. Ele assumiu o governo em janeiro de 2019 afirmando que o estado enfrentava dificuldades financeiras. Nos primeiros meses da gestão, promoveu uma reforma administrativa, reduziu o número de secretarias, extinguiu cargos, renegociou contratos e buscou reorganizar as contas públicas. Nas eleições de 2022, Mauro Mendes foi reeleito governador com 68,45% dos votos, ampliando a votação obtida no primeiro mandato. Mauro Mendes é casado desde 1995 com a economista e empresária Virgínia Mendes, que disputa uma vaga na Câmara Federal. O casal tem três filhos. Mauro Mendes Secom/MT Operação Heritage A Operação Heritage, que investiga Mauro Mendes, foi realizada nesta quinta-feira (6) para apurar um suposto esquema de desvio de mais de R$ 308 milhões em recursos públicos ligados a um acordo entre o Governo de Mato Grosso e uma empresa de telefonia. A investigação apura possíveis crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, peculato, lavagem de dinheiro, uso de informação privilegiada e organização criminosa. Ao todo, são cumpridos 25 mandados de busca e apreensão em Mato Grosso, São Paulo, Rondônia e Ceará, por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). A Justiça também autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos investigados, o bloqueio de bens de até R$ 316 milhões, o recolhimento de passaportes e outras medidas cautelares. Segundo as investigações, o dinheiro teria sido desviado por meio de fundos de investimento e empresas usadas para ocultar a origem e a movimentação dos recursos

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