Quem é Mario Frias?

Mario Frias, secretário especial de Cultura do governo federal Roberto Castro/ Mtur Ator e deputado federal pelo PL de São Paulo, Mario Frias é um dos alvos ...

Quem é Mario Frias?
Quem é Mario Frias? (Foto: Reprodução)

Mario Frias, secretário especial de Cultura do governo federal Roberto Castro/ Mtur Ator e deputado federal pelo PL de São Paulo, Mario Frias é um dos alvos da operação Make Up, deflagrada nesta quinta-feira (10) pela Polícia Federal (PF) e pela Controladoria-Geral da União (CGU). A ação investiga um suposto esquema de desvio de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares e também alcança pessoas ligadas ao filme “Dark Horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Mario Frias e produtora de filme sobre Bolsonaro são alvos de buscas da PF Mario Frias: da carreira como ator à entrada na política Mario Luís Frias nasceu no Rio de Janeiro, em 9 de outubro de 1971. Ele tem 54 anos. Começou a carreira artística na televisão na década de 1990 e ganhou projeção nacional principalmente por trabalhos em novelas e séries. Um dos papéis que marcaram sua trajetória foi em “Malhação”. Frias participou da novela em diferentes períodos e, em 1999, protagonizou a sexta temporada da produção, na qual fazia par romântico com a atriz Priscila Fantin. Depois, atuou em outras produções da televisão, como “As Filhas da Mãe”, “O Beijo do Vampiro” e “Senhora do Destino”, na Globo, além de trabalhos em emissoras como Record e Band. Também apresentou programas de televisão, entre eles “O Último Passageiro”, na RedeTV!. A transição para a política ocorreu durante o governo de Jair Bolsonaro. Em junho de 2020, Frias assumiu a Secretaria Especial da Cultura, cargo que ocupou até 2022. Em 2022, deixou a carreira artística e disputou uma vaga na Câmara dos Deputados. Foi eleito deputado federal por São Paulo pelo PL, com 122.564 votos, e assumiu o mandato em 2023. Atuação em 'Dark Horse' No cinema, Frias atua como roteirista e produtor-executivo de “Dark Horse”. O filme é protagonizado pelo ator norte-americano Jim Caviezel, que interpreta Bolsonaro. A produção passou a ser alvo de atenção após reportagens sobre seu financiamento. Em maio, mensagens e áudios atribuídos a Frias e ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro foram divulgados. Em uma das mensagens, Frias agradece a Vorcaro pelo apoio ao filme. As revelações ocorreram depois de o deputado afirmar que a produção não havia recebido “um único centavo” do banqueiro. Posteriormente, Frias recuou da afirmação e disse que Vorcaro e o Banco Master não eram investidores diretos do projeto, mas que havia uma relação jurídica com a empresa Entre Investimentos. Karina Gama, produtora do filme 'Dark Horse', e o deputado Mario Frias (PL-SP) são alvos de ação da Polícia Federal, que cumpre mandados de busca nesta quinta-feira (10). Reprodução e Câmara dos Deputados Relação com Daniel Vorcaro Segundo documentos e mensagens obtidos pelo site Intercept Brasil e confirmados pela TV Globo, Vorcaro teria repassado ao menos R$ 61 milhões para o projeto. A Polícia Federal investiga o percurso desses recursos e se todo o dinheiro foi efetivamente utilizado no financiamento do filme ou se parte dos valores teve outra destinação. Relação com Karina Gama A relação de Frias com a produtora Karina Ferreira da Gama é anterior ao filme. Em 2022, a empresa GO7 Assessoria, Produção e Marketing Cultural, de Karina, recebeu R$ 54 mil para produzir a campanha eleitoral de Frias. No ano seguinte, já como deputado, ele destinou R$ 2,5 milhões em emendas parlamentares de sua autoria para que o Instituto Conhecer Brasil (ICB), entidade ligada a Karina, aplicasse os recursos em projetos sociais no interior de São Paulo. A dona do Instituto Conhecer Brasil (ICB), Karina Ferreira Gama, e o deputado federal Mario Frias (PL). Reprodução/Redes Sociais Investigação sobre a produtora Karina Gama e o Instituto Conhecer Brasil também são investigados. A entidade mantém contrato com a Prefeitura de São Paulo para instalação e manutenção de pontos de wi-fi gratuito em áreas periféricas. A Polícia Civil já havia realizado uma operação contra a ONG em junho, diante de suspeitas relacionadas ao contrato. Entre os indícios apontados no inquérito estavam possível direcionamento do chamamento público, falta de capacidade técnica, suposto sobrepreço e pagamentos por serviços que não teriam sido executados. Operação Make Up Na operação Make Up, deflagrada nesta quinta-feira, a PF e a CGU cumprem 49 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e no Distrito Federal. Não há mandados de prisão. A investigação sob relatoria do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), apura possível uso irregular de emendas parlamentares e de dinheiro público que teria chegado a entidades e empresas ligadas à produtora de “Dark Horse”. Os investigadores apuram crimes como peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes licitatórios.

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