Qual cidade do Nordeste tem a melhor qualidade de vida em 2026? Veja ranking completo

Fernando de Noronha pode fazer parte de uma nova unidade de conservação Cristiano Régis/Acervo pessoal Um ranking divulgado nesta quarta-feira (20) pelo inst...

Qual cidade do Nordeste tem a melhor qualidade de vida em 2026? Veja ranking completo
Qual cidade do Nordeste tem a melhor qualidade de vida em 2026? Veja ranking completo (Foto: Reprodução)

Fernando de Noronha pode fazer parte de uma nova unidade de conservação Cristiano Régis/Acervo pessoal Um ranking divulgado nesta quarta-feira (20) pelo instituto Imazon, em parceria com outras organizações, aponta as cidades brasileiras com a melhor e a pior qualidade de vida em 2026. Ao todo, o levantamento avalia os 5.570 municípios do país e mostra que as desigualdades regionais continuam profundas: 18 das 20 cidades mais bem colocadas ficam no Sul e Sudeste, enquanto 19 das 20 mais baixas colocações estão no Norte e no Nordeste. 🔎 PARA VER A LISTA COMPLETA, BAIXE O PDF COM OS DADOS DOS 5,5 MIL MUNICÍPIOS 🔢 O cálculo é feito pelo Índice de Progresso Social (IPS), que mede e classifica a qualidade de vida com base em 57 indicadores sociais e ambientais. As informações vêm de fontes públicas como DataSUS, IBGE, Inep e MapBiomas. Conheça a cidade com melhor qualidade de vida do Brasil pelo terceiro ano seguido Município mais ao Norte do Brasil tem pior qualidade de vida do país, aponta estudo Quais são as melhores cidades do nordeste pare viver? Confira as pontuações dos 20 municípios nordestinos com os desempenhos mais altos no IPS Brasil 2026. Fernando de Noronha (PE) — Posição: 5ª | Pontuação: 71,75 Campina Grande (PB) — Posição: 107ª | Pontuação: 68,76 Santana do Seridó (RN) — Posição: 153ª | Pontuação: 68,24 João Pessoa (PB) — Posição: 226ª | Pontuação: 67,73 Pacujá (CE) — Posição: 294ª | Pontuação: 67,23 São Francisco (SE) — Posição: 295ª | Pontuação: 67,23 Natal (RN) — Posição: 372ª | Pontuação: 66,82 Condado (PB) — Posição: 382ª | Pontuação: 66,79 Marizópolis (PB) — Posição: 435ª | Pontuação: 66,57 Riacho da Cruz (RN) — Posição: 436ª | Pontuação: 66,57 Cabedelo (PB) — Posição: 651ª | Pontuação: 65,68 São Luís (MA) — Posição: 663ª | Pontuação: 65,64 São José do Sabugi (PB) — Posição: 1053ª | Pontuação: 64,49 São Vicente (RN) — Posição: 1079ª | Pontuação: 64,41 Pilões (RN) — Posição: 1286ª | Pontuação: 63,88 Caruaru (PE) — Posição: 1290ª | Pontuação: 63,87 Surubim (PE) — Posição: 1295ª | Pontuação: 63,86 Sairé (PE) — Posição: 1306ª | Pontuação: 63,84 Carmópolis (SE) — Posição: 1307ª | Pontuação: 63,84 Borborema (PB) — Posição: 2020ª | Pontuação: 62,13 *O IPS Brasil considera Fernando de Noronha (PE) como município no ranking, por reunir os dados necessários para o cálculo do índice. Diferentemente do PIB, que mede a riqueza gerada, o IPS quer saber se essa riqueza chega à vida das pessoas. "O IPS é um índice que surge de um entendimento de que desenvolvimento econômico, por si só, não corresponde necessariamente a desenvolvimento social", afirma ao g1 Melissa Wilm, coordenadora do IPS Brasil. "A proposta é medir o que realmente importa na vida das pessoas, diferente de métricas tradicionais, que olham principalmente o quanto foi gasto em determinada área, para olhar o que de fato as pessoas se beneficiaram com o investimento que foi feito". Vídeos em alta no g1 Quais são as piores cidades do nordeste pare viver? Pontuações dos 20 municípios nordestinos com os desempenhos mais baixos no IPS Brasil 2026. Peritoró (MA) — Posição: 5.555ª | Pontuação: 47,53 Cajari (MA) — Posição: 5.550ª | Pontuação: 47,87 Marajá do Sena (MA) — Posição: 5.549ª | Pontuação: 47,90 Camamu (BA) — Posição: 5.545ª | Pontuação: 48,39 Amarante do Maranhão (MA) — Posição: 5.542ª | Pontuação: 48,40 Fernando Falcão (MA) — Posição: 5.541ª | Pontuação: 48,44 São Félix de Balsas (MA) — Posição: 5.536ª | Pontuação: 48,76 Carnaubeira da Penha (PE) — Posição: 5.535ª | Pontuação: 48,79 Arame (MA) — Posição: 5.534ª | Pontuação: 48,80 Montes Altos (MA) — Posição: 5.524ª | Pontuação: 49,23 Paulo Ramos (MA) — Posição: 5.219ª | Pontuação: 49,39 Taperoá (BA) — Posição: 5.515ª | Pontuação: 49,54 Penalva (MA) — Posição: 5.514ª | Pontuação: 49,55 Monção (MA) — Posição: 5.511ª | Pontuação: 49,71 Presidente Juscelino (MA) — Posição: 5.507ª | Pontuação: 49,86 São Francisco do Maranhão (MA) — Posição: 5.505ª | Pontuação: 49,99 Morros (MA) — Posição: 5.503ª | Pontuação: 50,00 São João Batista (MA) — Posição: 5.501ª | Pontuação: 50,12 Pedro Alexandre (BA) — Posição: 5.499ª | Pontuação: 50,14 Pilão Arcado (BA) — Posição: 5.497ª | Pontuação: 50,16 A nota média do Nordeste foi de 58,05, abaixo da média geral do país, que ficou em 63,40. Mapa dos resultados do IPS Brasil 2026 Arte/g1 Entenda o que é o IPS Brasil O Índice de Progresso Social (IPS) Brasil avalia a qualidade de vida nos 5.570 municípios brasileiros a partir de 57 indicadores sociais e ambientais. O índice não mede apenas riqueza ou PIB, mas busca mostrar se a população consegue acessar direitos, serviços e condições básicas de vida. O IPS Brasil é desenvolvido em parceria entre o Imazon, a Fundação Avina, a Amazônia 2030, o Centro de Empreendedorismo da Amazônia e a Social Progress Imperative. 📊 Os indicadores são divididos em três grandes dimensões: Necessidades Humanas Básicas Teve a melhor média nacional, com 74,58 pontos. Avalia temas ligados a alimentação, saúde, moradia, saneamento e segurança. O componente Moradia registrou a maior nota do país: 87,95 pontos. Fundamentos do Bem-Estar Obteve média de 68,81 pontos e reúne indicadores relacionados a educação, acesso à internet, saúde e qualidade ambiental. O componente Acesso à Informação e Comunicação foi o que mais cresceu entre 2025 e 2026, impulsionado pela ampliação do acesso a tecnologias e meios de comunicação. Ao mesmo tempo, o índice aponta que estados da Amazônia Legal concentram os piores resultados em Qualidade do Meio Ambiente, influenciados por desmatamento acumulado, focos de calor e emissões de gases de efeito estufa. Oportunidades Foi a dimensão com pior desempenho no país, com média de 46,82 pontos, repetindo o padrão das edições anteriores. Reúne indicadores ligados a direitos individuais, inclusão social, liberdades pessoais e acesso ao ensino superior. Os piores resultados apareceram justamente nos componentes de Direitos Individuais (39,14), Acesso à Educação Superior (45,97) e Inclusão Social (47,22). Segundo o relatório, a área de Inclusão Social vem registrando queda desde 2024, refletindo problemas como violência contra minorias, baixa representatividade política e aumento de famílias em situação de rua. O estudo também divide os municípios brasileiros em nove grupos, dos melhores aos piores desempenhos. Em 2026, 706 cidades ficaram no grupo mais bem avaliado, enquanto apenas 23 municípios apareceram na faixa mais crítica.

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