Organização investiga denúncia de injúria racial contra menino de 12 anos em partida de futsal em Itapetininga

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Organização investiga denúncia de  injúria racial contra menino de 12 anos em partida de futsal em Itapetininga
Organização investiga denúncia de injúria racial contra menino de 12 anos em partida de futsal em Itapetininga (Foto: Reprodução)

Prefeitura Municipal de Itapetininga (SP) Diogo Del Cistia/g1 A organização de um campeonato de futsal feito entre escolas particulares de Itapetininga (SP) investiga uma denúncia de injúria racial cometida contra um atleta de 12 anos durante uma partida. O caso ocorreu em 2 de outubro, mas o g1 teve acesso aos documentos nesta quarta-feira (28). Segundo a mãe do menino, que não será identificada nesta reportagem, o atleta concorreu na Copa Skill.Ed pelo terceiro ano. A partida em que o caso ocorreu foi realizada no Clube dos Bancários. 📲 Participe do canal do g1 Itapetininga e Região no WhatsApp "É o terceiro ano seguido que ele participa, mas, nas duas vezes anteriores, ele estava competindo por outra escola diferente. Nesta, ele trocou de escola devido à bolsa atleta que ele ganhou", conta. Agora no g1 Naquela partida, o menino enfrentou antigos colegas de sala da escola onde estudava. Durante o torneio, os outros jogadores passaram a ofendê-lo, com o objetivo de desestabilizá-lo emocionalmente, segundo a mãe. "Alguns alunos do time que estavam jogando contra, que eram da escola que estudavam, começaram a provocar ele. De início, chamaram ele de 'traíra' e 'Judas', para tentar desconcentrá-lo durante o jogo. Depois, eles começaram com palavras mais agressivas", detalha. Segundo a mãe, durante a partida, os jogadores ofenderam o filho com insultos racistas, como “macaco” e “gorila”. Uma professora que acompanhava os alunos interveio e pediu que eles parassem, mas também foi alvo de xingamentos. "Uma professora escutou e foi falar com esses meninos que, até então, ela disse que eram alunos dela também. Ela pediu para eles pararem e eles começaram a agredi-la também. O CEO da copa entrou em campo, afastou meu filho com o braço e disse que resolveria a situação. Ele nos disse que fez isso como uma forma de sanar a confusão", lembra. LEIA TAMBÉM Mulher fica ferida após ser atingida por rojão em comemoração pela vitória de Lula em Cerqueira César; vídeo Estudante é preso após morder orelha de outro aluno dentro de escola técnica no interior de SP MP apura denúncia de despejo irregular de esgoto em lago e falta de água em Avaré A mãe, apesar de não estar presente no local no momento das ofensas, afirma que os jogadores não foram retirados do campo, mesmo após o ataque. Mas, segundo ela, as agressões verbais diminuíram após a conversa. "Ele não deu muito ouvido ao que meu filho estava falando. Os meninos continuaram no mesmo lugar, mas as agressões diminuíram. O jogo não foi parado e os meninos não foram retirados. Eles também precisam ser ensinados ou ter uma conduta de correção", lamenta. A mulher afirma que não registrou boletim de ocorrência na Polícia Civil. Entretanto, um depoimento escrito, ao qual o g1 teve acesso, foi feito junto à organização do evento para a formalização do registro. Em nota, a organização da Copa Skill.Ed afirma que recebeu uma comunicação formal em de outubro e que, no mesmo dia, instaurou uma apuração com acompanhamento jurídico para investigar o caso. A organização afirma que ouviu o atleta, os responsáveis, testemunhas e equipes de arbitragem presentes na partida. As instituições de ensino envolvidas foram comunicadas e tiveram acesso aos documentos do procedimento. Ainda conforme a nota, a apuração está em fase final e, assim que concluída, será encaminhada à junta disciplinar da competição, que analisará os fatos e as responsabilidades nos termos do regulamento do campeonato. A Copa Skill.Ed ainda afirma que, devido ao episódio, uma palestra sobre respeito, bullying e discriminação foi feita pelo delegado seccional de Itapetininga, destinada a atletas, comissões técnicas e representantes das escolas. A organização ressaltou que repudia qualquer forma de racismo e discriminação e reafirma seu compromisso com o esporte escolar como espaço de respeito e formação. Initial plugin text Veja mais notícias no g1 Itapetininga e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

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