Nova geração ganha espaço e ajuda a construir o futuro do cooperativismo no Rio de Janeiro
MARIA DE FÁTIMA, NA SEDE DO SISTEMA OCB RJ, NO CENTRO DO RIO DE JANEIRO. ANDERSON PIRES Por Sistema OCB/RJ Todo negócio que pensa no futuro precisa preparar q...
MARIA DE FÁTIMA, NA SEDE DO SISTEMA OCB RJ, NO CENTRO DO RIO DE JANEIRO. ANDERSON PIRES Por Sistema OCB/RJ Todo negócio que pensa no futuro precisa preparar quem vai continuá-lo. No cooperativismo, isso significa abrir espaço para novas gerações sem deixar para trás a experiência de quem ajudou a construir o caminho. Jovens chegam com novas habilidades, outras referências e vontade de participar e encontram um modelo de negócio em que podem trabalhar, empreender e ter voz nas decisões. Em um universo que reúne mais de 29 milhões de cooperados no Brasil, aproximar os jovens e prepará-los para assumir novas responsabilidades é parte do desafio de manter as cooperativas fortes e competitivas ao longo das gerações. Renovar não significa substituir quem veio antes, mas criar espaço para que experiência e novas ideias trabalhem juntas. AOS 22 ANOS, MARIA DE FÁTIMA É UMA DAS MAIS JOVENS COOPERADAS NO BRASIL. ANDERSON PIRES Esse grande universo cooperativista também é marcado pela presença feminina. As mulheres representam 39,56% do quadro social brasileiro, cerca de 11,5 milhões de cooperadas. Entre essas milhões de mulheres está Maria de Fátima Jesus Cerqueira de Campos, uma jovem que começa a construir sua trajetória profissional dentro do cooperativismo. Aos 22 anos, Maria integra uma geração que descobre no cooperativismo uma possibilidade concreta de carreira e de negócio. Graduanda em Economia, ela chegou à LibreCode, cooperativa especializada em desenvolvimento de software livre, no Rio de Janeiro, e encontrou espaço para conciliar trabalho, estudos e participação no negócio. “Conheci o cooperativismo há pouco mais de um ano. Trabalhava em uma empresa de novos negócios, sem remuneração. Em tão pouco tempo na cooperativa, ampliei minha rede de contatos, encontrando um ambiente que permitisse conciliar trabalho, remuneração e estudos. Diante disso, enxerguei meu potencial e a força do trabalho coletivo”, destacou a jovem. A LibreCode integra o ramo Trabalho, Produção de Bens e Serviços, que reúne 601 cooperativas e 188 mil cooperados no país. São profissionais de diferentes atividades que se unem para prestar serviços ou produzir coletivamente. Nesse modelo, o trabalhador também é dono do negócio: participa das decisões, compartilha responsabilidades e ganha força para atuar no mercado. MARIA DE FÁTIMA ATUA NA LIBRECODE, COOPERATIVA DE SOFTWARE LIVRE, DESDE O ANO PASSADO. ANDERSON PIRES É nesse ambiente que Maria vem ampliando sua participação. Na LibreCode, pesquisa fundos, editais, licitações e oportunidades de negócios, além de participar da organização de eventos e ações institucionais. A experiência também abriu portas para cursos, palestras, circuitos e visitas técnicas a outras cooperativas. E o crescimento já trouxe novas responsabilidades. Maria participou ativamente do Comitê de Jovens e seu envolvimento com a LibreCode resultou no convite para integrar o conselho da cooperativa. A mais jovem da equipe começa, assim, a ocupar espaços de decisão e a conhecer por dentro as responsabilidades de quem também participa da construção do negócio. É nesse ponto que a história de Maria se encontra com um dos grandes desafios do cooperativismo: preparar novas gerações para dar continuidade ao que já foi construído. Para o presidente do Sistema OCB/RJ, Vinicius Mesquita, o futuro das cooperativas depende justamente desse encontro entre gerações. “O cooperativismo não precisa escolher entre experiência e juventude. Precisa das duas. Quem está há mais tempo conhece o negócio, acumulou aprendizados e ajudou a construir o que temos hoje. Os jovens chegam com novas habilidades, novas perguntas e outra relação com a tecnologia e com o mercado. Quando colocamos essas gerações para trabalhar juntas, uma aprende com a outra. Criamos um círculo virtuoso: preservamos o conhecimento, renovamos as ideias e preparamos novas pessoas para assumir responsabilidades. É assim que um negócio atravessa gerações sem perder sua essência e sem deixar de evoluir”, destaca Vinicius. Crescimento coletivo Para uma geração que busca mais participação nos rumos da própria carreira, o cooperativismo apresenta outra possibilidade: empreender não precisa ser uma jornada individual. É possível reunir competências, dividir responsabilidades, participar das decisões e construir um negócio com outras pessoas. A tecnologia ajuda nessa aproximação, mas não explica tudo. O que também conecta os jovens ao cooperativismo é a possibilidade de participar, propor ideias e perceber que sua contribuição tem espaço dentro do negócio. Em vez de apenas ocupar uma função, o cooperado pode participar das escolhas que definem para onde a cooperativa vai. Maria já começa a viver essa experiência. Mesmo sendo a mais jovem da LibreCode, olha para além da própria trajetória. Quer usar o que está aprendendo para fortalecer outras cooperativas e ampliar sua atuação dentro do movimento. “Tenho a certeza de que posso crescer por meio da cooperação, que é um modelo de negócio que valoriza o potencial das pessoas e proporciona, de fato, oportunidades reais de desenvolvimento econômico e social. Recomendo que outros jovens conheçam o cooperativismo e descubram as possibilidades que ele pode abrir para a carreira e para a vida”, concluiu. Protagonismo jovem Maria ainda está no início da trajetória profissional. Mas já ocupa um espaço que diz muito sobre o futuro de qualquer cooperativa: o espaço de quem chega, aprende, participa e começa a assumir responsabilidades. Trazer jovens para o cooperativismo não significa apenas rejuvenescer o quadro social. É criar condições para que novas pessoas conheçam o modelo, encontrem oportunidades nele e tenham espaço para questionar, contribuir e, no tempo certo, liderar. Para as cooperativas, é também uma forma concreta de cuidar da sucessão e da continuidade do negócio. A história de Maria de Fátima e sua relação com a LibreCode fazem parte do Momento SomosCoop, série produzida pelo Sistema OCB/RJ para mostrar, por meio de histórias reais, como o cooperativismo transforma trajetórias, fortalece negócios e gera desenvolvimento nas comunidades onde está presente. Cooperar para Prosperar! SEDE DO SISTEMA OCB RJ. ANDERSON PIRES Somos Coop O SomosCoop é o movimento nacional de valorização do cooperativismo. A iniciativa conecta cooperativas, cooperados e a sociedade em torno de um propósito: tornar o Coop cada vez mais conhecido e reconhecido e mostrar os impactos positivos desse modelo de negócio para quem produz, trabalha, empreende e consome. O movimento também convida o consumidor a fazer parte desse ciclo. Ao escolher produtos e serviços de cooperativas, ele contribui para a geração de trabalho, renda e desenvolvimento local. O carimbo SomosCoop ajuda a identificar produtos e serviços cooperativistas e torna essa escolha mais simples no dia a dia. Detalhes sobre o cooperativismo e seu avanço, são encontrados no site www.somos.coop.br No estado do Rio de Janeiro, o Sistema OCB/RJ atua na representação, formação profissional, monitoramento e promoção social das cooperativas, contribuindo para o fortalecimento do setor e para a geração de novas oportunidades em diferentes regiões fluminenses. Conheça o Sistema OCB/RJ, acessando o site www.rio.coop/