Na prorrogação, Argentina elimina Cabo Verde e avança na Copa

Na prorrogação, Argentina elimina Cabo Verde e avança na Copa Jornal Nacional/ Reprodução Foi inacreditável. Só na prorrogação, a tricampeã Argentina,...

Na prorrogação, Argentina elimina Cabo Verde e avança na Copa
Na prorrogação, Argentina elimina Cabo Verde e avança na Copa (Foto: Reprodução)

Na prorrogação, Argentina elimina Cabo Verde e avança na Copa Jornal Nacional/ Reprodução Foi inacreditável. Só na prorrogação, a tricampeã Argentina, de Lionel Messi, conseguiu ganhar da valente Cabo Verde, do goleiro Vozinha. No estádio de Miami, o narrador Gustavo Villani e os comentaristas da Globo Roger e Caio Ribeiro falaram sobre a partida. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Gustavo Villani, narrador: Eu vou começar pelo perdedor, e isso não é muito comum. Porque Cabo Verde é um arquipélago que fica entre a África e o Brasil, no Oceano Atlântico, de 550 mil habitantes e que nunca tinha jogado uma Copa do Mundo. Nem sequer estava no mapa dos mundiais. E se despede, mas empatando com a Argentina, atual campeã do mundo e tricampeã no geral, com a campeã do mundo Espanha logo na estreia e empatando com o Uruguai, que é bicampeão mundial. É a grande história da Copa do Mundo, elevando o nível técnico dessa Copa, mesmo como debutante. A gente vai ver os melhores momentos para eles explicarem então. Só queria fazer essa introdução. Por que que a Argentina sofre tanto mesmo na condição de superfavorita contra Cabo Verde? Caio Ribeiro, comentarista: Porque foi fisicamente um jogo abaixo. Sentiu o desgaste da competição e hoje não foi a Argentina que a gente estava acostumado a ver. E, mesmo assim, venceu porque tem um gênio da bola. Um dos maiores de todos os tempos, que quando o jogo precisa de soluções diferentes, o Messi vai lá e resolve. Mas do outro lado tinha uma seleção valente, corajosa, a grande história dessa Copa do Mundo, que soube se defender, que teve coragem para sair para o jogo na hora que tinha que buscar o gol de empate, e tem Vozinha. Cara, o Brasil adora esse cara. Vou repetir o que eu falei no final da transmissão: vem jogar no Brasil que você vai ser muito bem recebido. Caio Ribeiro, Gustavo Villani e Roger Flores Jornal Nacional/ Reprodução Gustavo Villani: Roger, quero te ouvir também. Roger Flores: Eu já acho que a seleção argentina fez um jogo muito abaixo do que ela pode apresentar, com pouquíssimas soluções. O Messi, mesmo com 39 anos e até o último minuto da prorrogação, é o que mais procura jogo, é o que mais soluciona problemas difíceis dentro da partida. Ele tenta se movimentar para estar em situações fora da marcação do adversário, porque sempre tem um olho muito atento para buscar esse tipo de marcação em cima dele, individual ou até dupla. Mas ele busca essas soluções e vai tirando a Argentina de situações muito desconfortáveis. Pelo lado de Cabo Verde, é uma seleção que não desiste em nenhum momento. Até o último minuto, aqui a gente viu dois, três jogadores com cãibras, puxando a perna, mas tentando acionar a velocidade, movimentação para tentar buscar a terceira bola que solucionasse os problemas que ele buscou na primeira, que ele buscou na segunda, e que ninguém acreditava, e quase saiu o terceiro empate. Gustavo Villani: Deixa eu perguntar para vocês: a Argentina, devidamente testada agora em um jogo eliminatório, está abaixo? Caio Ribeiro: Principalmente na questão física. Hoje, fez um jogo abaixo. Roger Flores: Para mim, bem abaixo. E não falo só do time, o próprio Scaloni, para mim, mexeu mal, fez uma leitura errada, equivocada do que o tabuleiro do jogo pedia. Comentários Denílson e Renata Vasconcellos em Nova York, nos Estados Unidos Jornal Nacional/ Reprodução Renata Vasconcellos: Impressionante. Cabo Verde botou a Argentina para suar e a Argentina - do Lionel Messi, tricampeões do mundo - se classificou mas no sufoco. Denílson, comentarista: Um jogo extremamente difícil. Para quem imaginava o favoritismo da Argentina dentro do campo, acabou sendo surpreendido por uma ótima seleção de Cabo Verde. Para quem não tem acompanhado jogos da seleção de Cabo Verde, é um time muito compacto, um time dinâmico, um time que gosta de ter a bola. Então, para quem não acompanhou, se surpreendeu obviamente com o resultado, com o desempenho do Cabo Verde. Mas também parabenizar pelo grande trabalho que Cabo Verde realizou na Copa do Mundo. E, acima de tudo, a Argentina. Um time cascudo, com experiência, que tem um Lionel Messi, que aparece sempre nos momentos decisivos. Renata Vasconcellos: Agora ali naquele primeiro tempo... Ou melhor, no comecinho do segundo tempo, com o gol do Messi, parecia que estava tudo resolvido. Não parecia? Denílson: É. O Messi, quando ele faz o gol, parece que esse favoritismo vai aflorar durante a partida. Mas aí eu volto a falar, sendo repetitivo, o bom time de Cabo Verde, muito bem treinado, compacto, que gosta de ter a bola, passou a jogar futebol, passou a mudar a rotação do jogo e aí a Argentina sentiu essa rotação. Renata Vasconcellos: A Argentina bobeou um pouco no segundo tempo? Denílson: No segundo tempo. Eu acho que eles acreditaram que Cabo Verde iria se fechar e tentar explorar um contra-ataque, e acabaram sendo surpreendidos. Renata Vasconcellos: Agora, aquele segundo gol de Cabo Verde foi um golaço, né? Cabral, qual o nome do jogador? Denílson: Golaço. Sidney Cabral. Renata Vasconcellos: Sidney Cabral. Denílson: Nesse gol do Sidney Cabral, ele vai até a arquibancada, ele vai comemorar, parecia que o jogo tinha terminado. Mas ainda tinha jogo para acontecer. Tanto é que a Argentina consegue fazer o gol no finalzinho. Comemorou, parabéns pelo gol. No final acabou dando a Argentina. Argentina que enfrenta, agora, o Egito, mais uma vez entrando em campo favorita. Renata Vasconcellos: A Argentina aprende alguma coisa com esse susto? Denílson: Bastante, bastante. Com certeza contra o Egito vai entrar mais ligada. GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional LEIA TAMBÉM Com vitória convincente, Seleção Brasileira se classifica para a próxima fase da Copa e mantém vivo sonho do hexa Messi se torna o maior artilheiro da história das Copas Cristiano Ronaldo se torna o primeiro jogador a fazer gols em 6 edições de Copa do Mundo Gigantes no gol: altura dos goleiros bate recorde e muda a Copa de 2026 Casa do Jornal Nacional na Copa do Mundo fica no coração da ilha de Manhattan, em Nova York

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