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Movimento indígena de RR protesta em apoio ao Acampamento Terra Livre e cobra justiça por líder morto

Movimentos indígenas de Roraima protestam em apoio ao Acampamento Terra Livre, denunciam invasões e cobram justiça por líder morto Conselho Indígena de Ror...

Movimento indígena de RR protesta em apoio ao Acampamento Terra Livre e cobra justiça por líder morto
Movimento indígena de RR protesta em apoio ao Acampamento Terra Livre e cobra justiça por líder morto (Foto: Reprodução)

Movimentos indígenas de Roraima protestam em apoio ao Acampamento Terra Livre, denunciam invasões e cobram justiça por líder morto Conselho Indígena de Roraima Os movimentos indígenas se mobilizaram, nesta segunda-feira (6), para denunciar invasões na Terra Indígena Raposa Serra do Sol e cobrar justiça pela morte do jovem líder indígena Gabriel Ferreira. Os atos ocorrem nos municípios de Amajari e Uiramutã, em apoio ao Acampamento Terra Livre (ATL), considerado a maior mobilização de povos indígenas do país, realizada em Brasília. Com o tema “Quem matou Gabriel? Mexeu com um, mexeu com todos”, a mobilização no Amajari reúne cerca de 800 pessoas e é marcada pela contestação do laudo técnico apresentado pela Polícia Civil sobre a morte de Gabriel. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp O documento aponta que, após um acidente, o jovem teria sido atacado por formigas, o que o levou a retirar as roupas e entrar na mata, onde foi encontrado morto no dia 10 de fevereiro. Gabriel Ferreira passou dez dias desaparecido. Segundo as lideranças, é necessário o aprofundamento das investigações. “Hoje Gabriel Ferreira completaria 29 anos de idade, mas, infelizmente, não está aqui para celebrar esse momento. Tiraram a vida do nosso irmão de luta aqui em Roraima, e nós não aceitamos isso. Queremos justiça”, afirmou uma das lideranças presentes no ATL. Liderança indígena Gabriel Ferreira Rodrigues, de 28 anos, desapareceu no dia 1º de fevereiro CIR/Divulgação Garimpo ilegal Em Uiramutã, mais de 500 indígenas denunciam invasões frequentes de garimpeiros e comerciantes ilegais na Terra Indígena Raposa Serra do Sol e pedem maior fiscalização. 🌄 A Raposa Serra do Sol fica localizada entre os municípios de Normandia, Pacaraima e Uiramutã, e abrange a faixa de fronteira do Brasil com a Guiana. É a segunda maior terra indígena do Brasil em população, de acordo com o Censo de 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística é um instituto (IBGE). Mais de 26 mil indígenas dos povos Macuxi, Taurepang, Patamona, Ingaricó e Wapichana vivem na região, demarcada pelo Supremo Tribunal Federal. “É preciso defender nossa casa. Estão entrando sem permissão. Nossas cachoeiras, rios e igarapés já estão poluídos. Queremos mais ação das autoridades”, afirmou o coordenador do Centro Willimon, Hélio Afonso. O tuxaua da comunidade Uiramutã, Orlando Pereira da Silva, também reforçou a importância da proteção do território. “Ninguém pode invadir uma casa e fazer o que quiser. Então, não vamos aceitar que façam isso conosco”, disse. Uma comissão formada por cerca de 30 lideranças de Roraima também participa do ATL em Brasília, e acompanham debates, marchas, além de atividades no Congresso Nacional. Acampamento Terra Livre Considerado a maior mobilização indígena do Brasil, o Acampamento Terra Livre tem como objetivo fortalecer a luta pelos direitos dos povos originários, além de dar visibilidade a pautas como demarcação de terras, preservação ambiental e melhorias nas áreas de saúde e educação. Em Roraima, a programação segue até o dia 12 de abril, com debates, palestras, exposições de artesanato e apresentações culturais. A mobilização também marca o início do chamado Abril Indígena, período de articulação nacional em defesa dos direitos dos povos indígenas. Saiba mais sobre o caso de Gabriel: Polícia Civil faz reconstituição da morte do líder indígena encontrado morto em Roraima Manifestações de RR em apoio ao Acampamento Terra Livre Jardeson Pinho Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.