Monitora de escola é demitida após agredir menino de 4 anos com tapas no interior de SP

Criança de 4 anos com TDAH apanha de monitora em escola no interior de SP Um menino de 4 anos, diagnosticado com Transtorno do Déficit de Atenção com Hipera...

Monitora de escola é demitida após agredir menino de 4 anos com tapas no interior de SP
Monitora de escola é demitida após agredir menino de 4 anos com tapas no interior de SP (Foto: Reprodução)

Criança de 4 anos com TDAH apanha de monitora em escola no interior de SP Um menino de 4 anos, diagnosticado com Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), levou dois tapas de uma monitora, na manhã desta quinta-feira (17), durante a aula de educação física na Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) Professora Zélia Maria Fernandes da Silva, em São José do Rio Pardo (SP). Em nota, a prefeitura informou que repudia qualquer forma de violência ou agressão contra crianças e adolescentes, especialmente no ambiente escolar, e que está adotando as providências administrativas cabíveis. A monitora foi demitida pela empresa responsável pela contratação dela. (Veja o posicionamento completo abaixo). 📱 Siga o g1 São Carlos e Araraquara no Instagram De acordo com o Boletim de Ocorrência e a Secretaria Estadual de Segurança Pública (SSP-SP), a mãe da vítima compareceu à delegacia e relatou que uma mulher de 42 anos agrediu o filho dela. O momento foi registrado por uma câmera de monitoramento da instituição e entregue à polícia. A gravação não foi divulgada. O nome da monitora não foi divulgado, e o g1 não conseguiu contato com a defesa dela até a última atualização desta reportagem. Criança de 4 anos com TDAH levou dois tapas de monitora em escola de São José do Rio Pardo, SP EPTV/Reprodução A irmã mais velha da vítima contou que recebeu uma ligação de uma das funcionárias da escola contando que o menor teria apanhado de uma das professoras. "Não constou nada no corpo de delito porque como foi um tapa, ficou marcado na hora, mas com o tempo já sumiu. E querendo ou não, a gente leva a criança na escola contando que vai ser bem educada, vai aprender e vai estar segura. Aí a gente chega lá e recebe uma notícia dessa.", afirmou ela. Mais notícias da região: INVESTIGAÇÃO: Corpo de mulher é encontrado com cadarço no pescoço e marcas de pneu no interior de SP O QUE SE SABE: eletricista desaparecido é encontrado morto em rodovia ACIDENTE: Motociclista morre em grave acidente com árvore no interior de SP A criança faz acompanhamento médico para TDAH e por isso é acompanhada por uma professora auxiliar nas atividades escolares. Ao todo, o município tem 22 auxiliares, contratados por uma empresa terceirizada e que trabalham com as crianças que precisam de acompanhamento à inclusão escolar. Funcionária demitida Em entrevista à EPTV, afiliada da TV Globo, a secretária municipal de Educação, Mariana Panizza, afirmou que há um Núcleo de Apoio Multidisciplinar (NAM) com psicólogo, psicopedagogo, fono e terapeuta ocupacional disponíveis quando a escola percebe alguma dificuldade por parte da criança. A funcionária suspeita de dar os tapas na criança começou a trabalhar na instituição na última semana de julho e foi demitida após o ocorrido. "Essa funcionária já foi desligada do nosso quadro de profissionais porque não é o que nós esperamos para as nossas crianças", complementou Mariana. Delegado Daniel Bello, de São José do Rio Pardo (SP) EPTV/Reprodução O delegado Daniel Bello contou a criança não apresentou nenhuma lesão no pronto-socorro. "A gente, preliminarmente, vai ouvir essa monitora e possivelmente pode vir a ser instaurado um inquérito de maus-tratos", disse. O caso foi registrado como maus-tratos contra pessoa menor de 14 anos na Delegacia de São José do Rio Pardo, que mantém as diligências para o esclarecimento das circunstâncias e eventual responsabilização dos envolvidos. O que diz a prefeitura Em nota, a Secretaria Municipal da Educação de São José do Rio Pardo informou que, por volta das 10h30 desta quinta, foi comunicada, por meio do Departamento de Educação Especial da unidade, de uma ocorrência envolvendo um estudante e uma profissional responsável pelo acompanhamento dele. De acordo com informações preliminares recebidas pela pasta, o estudante teria sido agredido pela monitora, que é vinculada a uma Organização da Sociedade Civil (OSC), contratada pelo município por meio de chamamento público. Assim que soube do ocorrido, a responsável do Departamento de Educação Especial foi até a unidade acompanhada de representantes da OSC. Após apuração inicial e escuta dos envolvidos, foram adotadas providências imediatas, incluindo a retirada da profissional de suas funções e o desligamento pela organização responsável. Caso ocorreu na (EMEB) Professora Zélia Maria Fernandes da Silva, em São José do Rio Pardo (SP) Google Street View/Reprodução "Diante da gravidade da ocorrência, representantes da unidade escolar estiveram na Delegacia de Polícia para o registro do Boletim de Ocorrência, colocando os fatos à disposição das autoridades competentes para as providências cabíveis", disse a administração em nota. A pasta afirmou que repudia veementemente qualquer forma de violência ou agressão contra crianças e adolescentes, especialmente no ambiente escolar, que deve ser, acima de tudo, um espaço de proteção, cuidado, respeito e garantia de direitos. "A Secretaria ressalta que a ocorrência está sendo tratada com a seriedade, responsabilidade e prioridade que a situação exige, permanecendo em acompanhamento contínuo e adotando todas as providências administrativas cabíveis, sem prejuízo da apuração dos fatos pelas autoridades competentes", acrescentou. A pasta reafirmou o compromisso com a proteção integral dos estudantes, a segurança no ambiente escolar e a garantia de um atendimento educacional pautado pelo respeito, pela dignidade e pela inclusão. REVEJA OS VÍDEOS DA EPTV: Veja mais notícias da região no g1 São Carlos e Araraquara

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