Mãe percorre 392 metros de joelhos no Santuário de Aparecida após filha prematura ficar na UTI e quase perder a visão: 'Chorei de alívio'

Mãe percorre 392 metros de joelhos em Aparecida após filha prematura ficar na UTI Foram 392 metros de joelhos na Passarela da Fé, em Aparecida (SP), para cum...

Mãe percorre 392 metros de joelhos no Santuário de Aparecida após filha prematura ficar na UTI e quase perder a visão: 'Chorei de alívio'
Mãe percorre 392 metros de joelhos no Santuário de Aparecida após filha prematura ficar na UTI e quase perder a visão: 'Chorei de alívio' (Foto: Reprodução)

Mãe percorre 392 metros de joelhos em Aparecida após filha prematura ficar na UTI Foram 392 metros de joelhos na Passarela da Fé, em Aparecida (SP), para cumprir uma promessa feita durante um dos momentos mais difíceis da vida de uma mãe e da filha. Gabrielle Luiza, de 28 anos, fez o percurso no último sábado (15), acompanhada da pequena, Catarina, de um ano. Catarina nasceu prematura, com 30 semanas de gestação, após Gabrielle apresentar sintomas de pré-eclâmpsia e síndrome HELLP. A menina passou dois meses internada em UTIs e desenvolveu retinopatia da prematuridade, uma condição que poderia fazê-la perder a visão caso precisasse de cirurgia e não recebesse o tratamento adequado. A história da promessa foi compartilhada por Gabrielle nas redes sociais e os vídeos do cumprimento da promessa já ultrapassaram 1 milhão de visualizações. 392 metros de joelhos No sábado (15), Gabrielle foi até o Santuário Nacional acompanhada da filha, da mãe, da irmã e de uma sobrinha. Ela começou o percurso de joelhos e carregou Catarina no colo durante parte do trajeto. “Eu chorei, mas era um choro de alívio, de saber tudo o que eu passei e olhar pra ela hoje, uma criança sem sequela”, disse. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp Gabrielle e a filha, Catarina, durante percurso no Santuário de Aparecida. Reprodução/Gabrielle Luiza Gabrielle afirma que, durante o percurso, não conseguia pensar na dor dos joelhos ou no esforço físico. Para ela, o que importava era lembrar da recuperação da filha. “Eu subia ali e não conseguia pensar na dor. Era só, tipo assim, eu sei porqu eu estou aqui, e eu estou aqui porque é minha maneira de agradecer”, contou. A promessa feita por Gabrielle também incluía levar Catarina a Aparecida durante cinco anos seguidos. A primeira visita seria feita de joelhos, como forma de agradecer pela vida da filha. Além do percurso, Gabrielle levou para o Santuário um vestido usado por Catarina no aniversário de um ano. A festa teve Nossa Senhora como tema, e a mãe decidiu guardar a roupa para entregá-la em Aparecida. “É um vestido muito especial para mim. Um vestido que vai ficar guardado para sempre no meu coração, em foto, em memória. Acho que nada melhor do que poder deixar para quem tanto intercedeu pela vida dela”, afirmou. Gabrielle com a filha prematura e, depois, durante percurso em Aparecida. Reprodução/Gabrielle Luiza A batalha de Catarina Quando estava com 30 semanas de gestação, Gabrielle apresentou sintomas de pré-eclâmpsia e síndrome HELLP e precisou ser internada às pressas. Catarina nasceu prematura e foi para uma UTI neonatal em Apucarana (PR). No terceiro dia de vida, teve uma grave complicação respiratória. Segundo Gabrielle, o pulmão fechou e os médicos chegaram a dizer que haviam esgotado as possibilidades de tratamento. “Eu lembro até que no outro dia eu cheguei e o médico veio falar comigo. Ele falou pra mim que eles já tinham desistido”, contou. Cerca de um mês depois, Catarina foi diagnosticada com retinopatia da prematuridade, que poderia comprometer sua visão. Mãe e filha foram encaminhadas para Campo Largo (PR), onde a menina continuou internada. Os médicos depois informaram que ela não precisaria da cirurgia nos olhos, mas Catarina ainda dependia de aparelhos para respirar. Foi quando Gabrielle fez a promessa a Nossa Senhora de que a filha conseguiria ficar sem oxigênio. Na véspera da consulta, Catarina ainda precisava do aparelho. Durante a noite, porém, a equipe fez um novo teste e conseguiu deixá-la sem oxigênio. Na manhã seguinte, Gabrielle encontrou a filha respirando sozinha. “Exatamente no dia que eu precisava. Exatamente no dia que o médico ia passar”, contou. Segundo Gabrielle, Catarina também teve convulsões, mas hoje, com um ano, é saudável e não tem sequelas, de acordo com a mãe. “Ela é um testemunho vivo. Ela é um milagre vivo”, afirmou. Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina

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