Homem é solto mais de 1 ano após irmão usar identidade dele em furto a banco em MT
Fórum de Sorriso. TJMT A Justiça de Mato Grosso mandou soltar um homem que passou mais de um ano na prisão por engano após ser identificado com o nome do ir...
Fórum de Sorriso. TJMT A Justiça de Mato Grosso mandou soltar um homem que passou mais de um ano na prisão por engano após ser identificado com o nome do irmão durante uma investigação sobre uma tentativa de furto a uma agência do Banco do Brasil em Sorriso, a 420 km de Cuiabá. Um exame de digitais confirmou que Ramão Patrick Vilbala não participou do crime e que o verdadeiro suspeito era Cleiton Vilbala, que teve a prisão preventiva decretada. Segundo a decisão, durante a prisão em flagrante feita em 2024, um dos suspeitos se apresentou à polícia usando os dados pessoais de Ramão. Com isso, os procedimentos da investigação, incluindo a prisão preventiva, foram registrados no nome dele. Ramão permaneceu preso durante o andamento do processo e negou participação no crime. Ele afirmou que o irmão teria usado sua identidade por causa da semelhança física entre os dois. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp Diante da dúvida sobre a identidade do suspeito, a Justiça determinou um confronto papiloscópico durante o processo de investigação. O exame concluiu que as digitais coletadas durante a investigação pertenciam a Cleiton, e não a Ramão. Agora no g1 Com o resultado, o juiz Anderson Clayton Dias Batista revogou a prisão preventiva de Ramão e determinou a exclusão do processo, além do cancelamento de eventuais registros criminais relacionados ao caso. Também foi expedido um alvará de soltura, caso ele não estivesse preso por outro motivo. Ao mesmo tempo, a Justiça determinou o desmembramento do processo para que Cleiton responda separadamente. Segundo a decisão, ele nunca havia sido formalmente citado, qualificado ou interrogado com sua verdadeira identidade, sendo necessário refazer os atos processuais em relação a ele. O juiz também decretou a prisão preventiva de Cleiton. Conforme a decisão, ele está em local incerto, o que, segundo a Justiça, pode prejudicar a instrução do processo e dificultar a aplicação de uma eventual condenação. Um mandado de prisão foi expedido. A Operação North Banks apurou crimes de organização criminosa, corrupção de menor e tentativa de furto qualificado contra uma instituição financeira. O caso teve origem na tentativa de invasão à agência do Banco do Brasil em Sorriso, em 23 de abril de 2022. Agência bancária de Sorriso teve o teto danificado Reprodução