Homem diz que relacionamento de 10 anos era 'só amizade', mas Justiça reconhece união estável em SC

Homem alega amizade após 10 anos de relacionamento, mas justiça reconhece união estável A Justiça de Santa Catarina reconheceu a união estável homoafetiv...

Homem diz que relacionamento de 10 anos era 'só amizade', mas Justiça reconhece união estável em SC
Homem diz que relacionamento de 10 anos era 'só amizade', mas Justiça reconhece união estável em SC (Foto: Reprodução)

Homem alega amizade após 10 anos de relacionamento, mas justiça reconhece união estável A Justiça de Santa Catarina reconheceu a união estável homoafetiva entre dois homens que viveram juntos por quase 10 anos, mesmo após um deles alegar que havia apenas "amizade" entre eles. A decisão foi divulgada na última terça-feira (8) pela 1ª Vara da comarca de Penha, no Litoral Norte. Como o processo tramita em segredo, os nomes dos envolvidos não foram divulgados. ✅Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp De acordo com o TJSC, o casal compartilhou residência, rotina doméstica, viagens e projetos de vida de outubro de 2007 a janeiro de 2017. Eles também trabalharam juntos em negócios, incluindo a construção e a administração de um empreendimento turístico, além da compra e reforma de imóveis. A decisão também declarou o fim do relacionamento e determinou a partilha dos bens adquiridos durante a convivência, após a análise de documentos, fotos e registros financeiros. Homem alegou que relação era 'apenas de amizade' Um dos homens contestou a união. Ele alegou que havia apenas amizade e cooperação profissional entre eles, e sustentou que comprou os bens em discussão exclusivamente com recursos próprios. Apesar disso, a juíza considerou provada a convivência contínua e duradoura. Ela analisou fotos dos dois em eventos familiares e mensagens que mostravam planos em comum. A magistrada também usou como provas comprovantes de residência, notas fiscais, registros imobiliários e uma procuração pública de 2012, com poderes recíprocos, que reforçaram a existência do núcleo familiar. A decisão destacou que o fato de alguns familiares não saberem do relacionamento não impede o reconhecimento da união estável diante das outras provas apresentadas. bandeira lgbt lgbtqia+ arco-iris JL Rosa/SVM Justiça determinou divisão igualitária de bens Com a decisão, a Justiça determinou a divisão igualitária dos bens adquiridos durante a união. A partilha inclui: Vaga de garagem Apartamento Móveis Eletrodomésticos da casa Empreendimento turístico Imóveis comprados antes do relacionamento ficaram fora da divisão. No entanto, as melhorias feitas em um deles, durante a convivência, deverão ser avaliadas em uma etapa posterior do processo. A juíza negou os pedidos de condenação por litigância de má-fé feitos por ambas as partes, por entender que as versões conflitantes não demonstraram intenção deliberada de enganar a Justiça. LEIA TAMBÉM: VÍDEO: carros são arrastados por enxurrada de lama após queda de muros em garagem de Chapecó Crianças e adolescente furtam carro e dirigem por Florianópolis: o que se sabe e o que falta saber Decisão é da comarca de Penha TJSC/Divulgação Reveja os VÍDEOS mais assistidos do g1 SC

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