Família denuncia que adolescente foi chamado de 'macaco' em jogo de basquete no Clube Pinheiros, em SP

A família de um adolescente de 15 anos denunciou à Polícia Civil que o jovem foi vítima de injúria racial durante uma partida de basquete da categoria sub-...

Família denuncia que adolescente foi chamado de 'macaco' em jogo de basquete no Clube Pinheiros, em SP
Família denuncia que adolescente foi chamado de 'macaco' em jogo de basquete no Clube Pinheiros, em SP (Foto: Reprodução)

A família de um adolescente de 15 anos denunciou à Polícia Civil que o jovem foi vítima de injúria racial durante uma partida de basquete da categoria sub-15 disputada no Esporte Clube Pinheiros. Reprodução A família de um adolescente de 15 anos denunciou à Polícia Civil que o jovem foi vítima de injúria racial durante uma partida de basquete da categoria sub-15 disputada no Esporte Clube Pinheiros, na Zona Oeste de São Paulo. Segundo o boletim de ocorrência, o atleta do Centro Olímpico afirma que foi chamado de "macaco" por um jogador da equipe adversária, o Esporte Clube Pinheiros, durante uma partida realizada no dia 25 de abril. O adolescente acusado, que também tem 15 anos, nega a acusação. O caso é apurado como ato infracional de preconceito e injúria racial, e é investigado pelo 15º Distrito Policial (Itaim Bibi). Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), a autoridade policial realiza diligências para o "total esclarecimento dos fatos". De acordo com o boletim de ocorrência, policiais militares foram acionados ao clube após a denúncia feita pela família do adolescente. No local, o atleta relatou que, durante a partida, foi ofendido pelo jogador adversário. Agora no g1 Em depoimento prestado na presença do pai, o adolescente contou que já havia enfrentado o mesmo adversário em outras partidas, sem qualquer problema. Segundo ele, após o jogador do Pinheiros converter uma cesta de três pontos, ouviu a frase: "Vai treinar, macaco, você foi dispensado do Clube Paineiras". Ainda conforme o relato, ele não reagiu à ofensa. Apenas comunicou o ocorrido ao técnico da equipe. A partida foi interrompida e a Polícia Militar acionada. Um companheiro de equipe da vítima confirmou, em depoimento, ter ouvido parte da ofensa. Segundo ele, escutou o adolescente investigado dizer "seu macaco", embora não tenha ouvido o restante da frase. A testemunha afirmou ainda que o colega inicialmente não pretendia denunciar o episódio, mas decidiu relatar o ocorrido ao treinador após incentivo dos demais jogadores da equipe. Adolescente nega ofensa Ouvido na presença da mãe, o adolescente apontado como autor da ofensa negou ter feito qualquer comentário racista. Segundo seu depoimento, houve apenas provocações comuns durante a partida. Ele afirmou que a discussão começou após reclamar de uma falta e que, depois de marcar uma cesta de três pontos, disse apenas: "Você é muito ruim, foi dispensado do Clube Paineiras, vai treinar." O adolescente afirmou que jamais chamou o adversário de "macaco" e disse que os colegas que estavam próximos também não ouviram qualquer ofensa de cunho racial. O técnico da equipe sub-15 do Clube Pinheiros também prestou depoimento. Segundo ele, presenciou a discussão entre os atletas, mas viu apenas provocações típicas de uma partida de basquete. Ainda de acordo com o treinador, a acusação de injúria racial surgiu apenas algum tempo depois, quando o jogador do Centro Olímpico já havia sido retirado da quadra. O que diz o Clube Pinheiros Em nota, o Esporte Clube Pinheiros afirmou que não comentará o caso para preservar os menores envolvidos. "O Clube acompanha atentamente o andamento do caso e aguardará a apuração pelas autoridades competentes, adotando as medidas que se mostrarem cabíveis." A instituição também afirmou que "repudia veementemente toda e qualquer forma de preconceito, discriminação ou intolerância, independentemente de sua natureza" e informou que promove regularmente ações de conscientização, palestras e treinamentos voltados a atletas, associados e colaboradores. Procurada pelo g1, a Federação Paulista de Basquete (FPB) não respondeu até a última atualização desta reportagem.

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