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Estudantes, terceirizada e professoras denunciam homem por assédio dentro da UFPI

Sala Lilás Janaína da Silva: UFPI inaugura sala de combate a violência contra a mulher Estudantes do curso de Serviço Social e uma trabalhadora terceirizada...

Estudantes, terceirizada e professoras denunciam homem por assédio dentro da UFPI
Estudantes, terceirizada e professoras denunciam homem por assédio dentro da UFPI (Foto: Reprodução)

Sala Lilás Janaína da Silva: UFPI inaugura sala de combate a violência contra a mulher Estudantes do curso de Serviço Social e uma trabalhadora terceirizada da Universidade Federal do Piauí (UFPI), em Teresina, denunciam que foram vítimas de "desrespeito, assédio e violência", durante um evento no Centro de Ciências Humanas e Letras (CCHL), na terça-feira (17). Uma das estudantes, que preferiu não se identificar, registrou a denúncia na Polícia Civil, que investiga o caso. O suspeito não teve o nome divulgado. ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp Em nota, o CCHL, a coordenação e o departamento do curso de Serviço Social afirmaram que professoras também foram alvo das agressões. A UFPI informou que está acompanhando o caso. Ao g1, a estudante contou que o suspeito começou a gritar com uma amiga dela durante o evento. "Eu havia saído do auditório para buscar um microfone. Quando eu voltei, o homem já estava falando em um tom muito elevado com a minha amiga lá em cima do palco. E enquanto ele falava, ele já triscava nela, colocava a mão no ombro dela. Então eu fui perguntar o que estava acontecendo", disse. Ao ser questionado, o suspeito teria colocado a mão no pescoço da estudante e começado a gritar com ela também. "Ele foi descendo a mão pelo meu braço e eu gelei, porque era um homem mais velho e desconhecido que estava tocando meu corpo sem permissão. Reclamei e ele começou a gritar comigo, perguntando por que ele não podia me tocar, sendo que ele estava tocando na minha amiga e ela não falou nada, que eu era ignorante e que as coisas belas deviam ser tocadas", relatou a estudante. Um vídeo feito por pessoas que estavam no local mostra o suspeito andando pelo palco e dizendo: “Não pode tocar na belezura, vai para lá! Eu detesto gente intransigente. Sou artista e aprendi a viver em contato com as pessoas. Não pode tocar na pessoa, isso é uma loucura”. Segundo a estudante, o homem deixou o auditório e procurou uma funcionária terceirizada para pedir um técnico de som. Ao ser informado de que não havia técnico disponível, teria começado a gritar com a trabalhadora. "Ele começou a gritar muito com ela, falar que ela era uma desqualificada, que não era uma profissional e digna de estar ali", contou. A estudante relatou que após o momento, o homem retornou ao local e seguranças foram acionados. "O evento continuou com ele. Ontem, elas (diretoras) informaram que também estavam se sentindo acuadas e por isso não retiraram", afirmou a estudante, que diz estar receosa de voltar a frequentar a instituição. Após o ocorrido, as vítimas foram encaminhadas para a Sala Lilás pelo CCHL. Confira a nota do CCHL O Centro de Ciências Humanas e Letras (CCHL), o Departamento de Serviço Social (DSS) e a Coordenação do Curso de Serviço Social (CCSS) da Universidade Federal do Piauí (UFPI) manifestam sua solidariedade às estudantes, às docentes, à técnico administrativa e à trabalhadora terceirizada que, direta ou indiretamente, foram vitimas de desrespeito, de assédio, de violência, por parte de indivíduo estranho à UFPI e ao CCHL, em ocorrência registrada no dia 17 de março de 2026. A Direção do CCHL, o DSS e a CCSS repudiam, de forma veemente, quaisquer formas de desrespeito, violência ou assédio e reafirmam seu compromisso institucional com a promoção de um ambiente acadêmico seguro, pautado na dignidade da pessoa humana, na equidade de gênero e no respeito à comunidade universitária. Desde a ciência dos fatos, foram adotadas medidas institucionais articuladas entre o Departamento de Serviço Social (DSS), a Coordenação do Curso de Serviço Social (CCSS) e a Administração Superior da UFPI, com foco no acolhimento das vítimas, na responsabilização e na prevenção de novas ocorrências. No âmbito das ações realizadas, destacam-se: O acionamento da Sala Lilás, para fins de acolhimento especializado e orientação quanto aos encaminhamentos legais e institucionais cabíveis: O direcionamento das vítimas à Casa da Mulher Brasileira, para fins de acolhimento, registro de Boletim de Ocorrência e adoção de outras medidas cabíveis; A comunicação formal à empresa terceirizada responsável, com a finalidade de assegurar o suporte e acompanhamento psicológico à trabalhadora terceirizada envolvida; O reforço das ações institucionais relacionadas à segurança no âmbito do CCHL, em articulação com os setores competentes da UFPI; A promoção de diálogo com a comunidade acadêmica (inclusive na data de hoje no CCHL-18 de março), com vistas ao enfrentamento das violências de gênero no ambiente universitário, fortalecendo estratégias de prevenção, conscientização e proteção. A Administração Superior da UFPI foi devidamente cientificada e acompanha o caso, garantindo o suporte institucional necessário e a adoção das providências cabíveis. O CCHL, O DSS e a CCSS reafirmam sua solidariedade e apoio às vitimas e reiteram seu compromisso com a construção de um ambiente universitário livre de violências, no qual todas as pessoas possam exercer plenamente seus direitos com segurança e respeito. Confira nota da Universidade Federal do Piauí A Universidade Federal do Piauí (UFPI) manifesta solidariedade às estudantes e à trabalhadora terceirizada vítimas de assédio por indivíduo estranho ao seu quadro institucional, em ocorrência registrada no dia 17 de março de 2026, no Centro de Ciências Humanas e Letras (CCHL). A UFPI declara, de forma expressa e inegociável, política de tolerância zero a qualquer forma de violência, assédio ou intimidação em seus espaços. Não há relativização possível. Não há condescendência. Qualquer conduta que viole a dignidade da pessoa humana será enfrentada com rigor institucional, responsabilização e medidas concretas de proteção. Desde a ciência dos fatos, a Universidade adotou providências imediatas e articuladas, envolvendo a Direção do CCHL, o Departamento de Serviço Social, a Coordenação do Curso de Serviço Social e mediados pela Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis e Comunitários – PRAEC/Administração Superior, assegurando acolhimento às vítimas, encaminhamento às instâncias competentes e ativação dos mecanismos institucionais de resposta. Foram acionados os protocolos de acolhimento especializado por meio da Sala Lilás, realizado o encaminhamento à Casa da Mulher Brasileira para registro formal e suporte legal, comunicada a empresa terceirizada para garantir acompanhamento à trabalhadora envolvida, além do reforço das medidas de segurança no âmbito do CCHL. Paralelamente, a Universidade promoveu diálogo com a comunidade acadêmica, no dia 18 de março, com foco direto no enfrentamento das violências de gênero e na consolidação de uma cultura institucional de prevenção e vigilância ativa. A UFPI acompanha o caso de forma permanente e adotará todas as providências cabíveis. Universidade Federal do Piauí (UFPI) em Teresina UFPI *Vitória Bacelar, estagiária sob supervisão de Ilanna Serena. VÍDEOS: assista aos vídeos mais vistos da Rede Clube