Coração Acelerado: conheça ator de Juiz de Fora que está na novela da Globo

Conheça ator de Juiz de Fora que está na novela Coração Acelerado Um cozinheiro sensível e amoroso, que acompanha de perto a vida e os dramas do patrão Jo...

Coração Acelerado: conheça ator de Juiz de Fora que está na novela da Globo
Coração Acelerado: conheça ator de Juiz de Fora que está na novela da Globo (Foto: Reprodução)

Conheça ator de Juiz de Fora que está na novela Coração Acelerado Um cozinheiro sensível e amoroso, que acompanha de perto a vida e os dramas do patrão João Raul. Assim é a rotina do cozinheiro Cláudio na novela Coração Acelerado. O personagem é interpretado por Alexandre David, de Juiz de Fora. Prestes a completar 40 anos de carreira, o ator também já deu vida ao detetive Batista, da série ‘Rio Connection’, e a vários outros personagens no teatro. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Zona da Mata no WhatsApp Ao g1, ele contou como foi a preparação para estar no elenco da novela das 19h da TV Globo, relembrou os primeiros passos no teatro ainda em Juiz de Fora e como está a reconexão com a terra natal, com vindas mais frequentes à cidade para ficar mais perto da mãe. Alexandre David interpreta o cozinheiro Cláudio em Coração Acelerado Divulgação Mãe como referência artística Até os 19 anos, Alexandre David morou com a mãe, a avó e os tios em diferentes locais centrais de Juiz de Fora, como a rua Halfeld, a rua São João e a rua Santo Antônio. Filho da cantora Raquel Silvestre, uma das integrantes do grupo ‘Turma do Beco’ na década de 1970 e vencedora de festivais pela região, ele cresceu em contato direto com a música e a arte. "Minha mãe é conhecida na cidade, fez muitos shows. Eu a acompanhava no Bar do Beco, acompanhava a turma de músicos e compositores, as feijoadas na casa no Mamão", lembrou. Alexandre David e a mãe durante passeio pelo calçadão da Halfeld Arquivo Pessoal Imerso nas obrigações profissionais, ficou alguns anos distante da família e dos amigos juiz-foranos. A relação com a cidade se aproximou novamente quando Alexandre recebeu a informação do diagnóstico de Alzheimer da mãe. "Morei quatro anos em Paris, fui fazer teatro, estudar, trabalhar, mas, de um tempo para cá, especialmente durante a pandemia, voltei para cuidar da mãe. Logo depois, ela foi diagnosticada com Alzheimer, então tenho vindo muito para cuidar dela. Ultimamente, qualquer folga que tenho, visito a mãe e o tio". Base no teatro juiz-forano Nos anos de ensino fundamental e médio em Juiz de Fora, Alexandre passou por colégios públicos da cidade, como o Instituto Estadual de Educação Delfim Moreira e a Escola Normal. Aos poucos, também se familiarizou com o teatro. “Minha mãe me apresentou a alguns diretores de teatro amigos dela: Edgar Ribeiro e também Sérgio Lessa, que começava a formar um grupo de teatro no Sesc da avenida Rio Branco. Comecei com ele fazendo peças infantis, como ‘O Chapeuzinho Vermelho’, em que fazia o lobo mau, e ‘O Circo Rataplan’, em que fazia o macaquinho”, disse. Ele também se recordou do Grupo Divulgação, onde realizou estágio ao lado do diretor José Luiz Ribeiro. "Assistia a muitas peças deles e cheguei a viajar com eles para Poços de Caldas, para um festival de teatro. Ajudava nas montagens e foi um momento de aprendizado também. Não cheguei a subir no palco, mas participei por um tempo com eles". Alexandre David e os amigos Lívia Gomes e Marcos Marinho em uma cafeteria em Juiz de Fora Arquivo Pessoal Outro momento marcante foi a participação no coral cênico Unicoro, onde conheceu o ator e diretor Marcos Marinho e aprofundou habilidades de interpretação, expressão corporal e música. "Um coral cênico chamado Unicoro, que tinha como regente André Pires, que depois implementou o curso de música na Universidade Federal de Juiz de Fora. Foi muito rico artisticamente, com muitas descobertas, shows e viagens. Foram dois anos no coral", completou. Em 1987, mesmo aprovado no curso de Comunicação, Alexandre optou por deixar Juiz de Fora e se mudar para o Rio de Janeiro. "Fiz um cursinho pré-vestibular e prestei vestibular em Comunicação, mas já estava com vontade de estudar teatro e me mudei para o Rio". As raízes, a família e os amigos que deixou na cidade, no entanto, não foram esquecidos. Segundo ele, as visitas, agora mais frequentes, são momentos de nostalgia, pertencimento e (re)descobertas, inclusive de novos pontos artísticos. “Da pandemia para cá, redescobri a cidade e foi muito bonito perceber como ela cresceu. O novo teatro [Paschoal Carlos Magno] é muito bacana. Sempre que posso, assisto peças ali. Na época em que morava em Juiz de Fora, estava sempre em obra. Finalmente abriu”, celebrou. Alexandre David e o grupo com membros do Coral Unicoro Arquivo Pessoal O cozinheiro de João Raul Responsável pelas refeições na mansão de João Raul (Filipe Bragança) em Coração Acelerado, Alexandre David confessa não ter, na vida real, as mesmas habilidades do personagem Cláudio. "Não sou muito bom cozinheiro, sei fazer uma boa omelete, mais ou menos um arroz, uma saladinha, mas não sei cozinhar direito". Por isso, segundo ele, a preparação foi o desafio mais difícil da carreira. "Com certeza foi o maior. O desafio da cozinha foi grande, de saber usar os utensílios, como funcionam, como se portar em uma cozinha e até ao servir a mesa também. Vi muitos vídeos e marquei um laboratório em um restaurante aqui perto de casa para poder atender e ver como funciona a cozinha", explicou. Alexandre David com atores de Coração Acelerado na estreia da novela Redes Sociais/Reprodução Para ele, o sotaque goiano também foi um ponto de muita preparação. "Outro desafio grande foi o do sotaque, de fazer na medida certa, com respeito ao povo goiano, não fazer caricato. É um sotaque que lembra o mineiro, então isso foi um trabalho em que tivemos um longo treinamento com uma preparadora de prosódia da Globo. Foi muito divertido descobrir mais detalhes e informações sobre a região". Alexandre também fez outros personagens na televisão, como o detetive Batista, chefe linha dura da polícia na época da ditadura militar no Brasil, na série ‘Rio Connection’, da Globoplay. "Foi muito rico fazer um vilão, um policial que trabalhava para a ditadura nos anos 70, sanguinário, corrupto e violento, numa série adulta. E em inglês foi outro desafio, já que toda a interpretação era em inglês". O teatro, que é a essência artística, deve voltar a ser prioridade no segundo semestre deste ano. “Pretendo voltar aos palcos em um espetáculo com dois amigos, Cláudio Mendes, que também está no elenco de Coração Acelerado, onde faz o Agenor, e Augusto Madeira, que faz o Rivaldo na novela Três Graças. ‘Pequenos Trabalhos para Velhos Palhaços’ é uma peça que fizemos há muitos anos, gostamos muito do texto e queremos voltar a fazer”, finalizou. *estagiária sob supervisão de Juliana Netto. 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