Conheça o data center bilionário de IA que vai atender gigante da tecnologia no interior de SP

Racks de data center da Ascenty em Vinhedo (SP); cidade também receberá expansão Gabriella Ramos/g1 Com investimento de US$ 1,2 bilhão, um data center desen...

Conheça o data center bilionário de IA que vai atender gigante da tecnologia no interior de SP
Conheça o data center bilionário de IA que vai atender gigante da tecnologia no interior de SP (Foto: Reprodução)

Racks de data center da Ascenty em Vinhedo (SP); cidade também receberá expansão Gabriella Ramos/g1 Com investimento de US$ 1,2 bilhão, um data center desenvolvido exclusivamente para inteligência oficial (IA) deve ser entregue em 18 meses em Sumaré (SP). A estrutura, reservada por uma gigante de tecnologia que não teve o nome revelado, foi apresentada na quarta-feira (27). 🧠 Na prática, a empreendimento funcionará como uma espécie de “cérebro” para sistemas de IA. Diferentemente dos centros de dados tradicionais, esse tipo de projeto exige uma estrutura mais robusta, principalmente em energia e sistemas de refrigeração. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Campinas no WhatsApp Chamado de "Sumaré 3", o novo data center terá capacidade inicial de 90 MW, com possibilidade de dobrar. Segundo a empresa Ascenty, desenvolvedora da estrutura, o projeto foi desenvolvido desde o início para atender às demandas da inteligência artificial. Além dos US$ 1,2 bilhão investidos na infraestrutura, a expectativa é que a empresa que ocupará o espaço invista outros US$ 5 bilhões em equipamentos e tecnologia. Pensado para IA Data centers de IA podem consumir energia equivalente à de milhões de casas Embora também sejam usados para armazenar e processar dados, os data centers destinados para inteligência artificial exigem muito mais energia e sistemas de refrigeração mais potentes do que modelos tradicionais. Em um data center convencional, um único rack — estrutura que reúne servidores e equipamentos — costuma operar com cerca de 8 quilowatts (kW). No Sumaré 3, essa capacidade ficará entre 60 kW e 1 megawatt (MW), segundo Christopher Torto, CEO da Ascenty. LEIA TAMBÉM: Os planos para colocar data centers na Lua e em órbita da Terra Primeiros data centers de IA no Brasil podem consumir mesma energia de 16 milhões de casas; conheça os projetos O aumento da potência exige mudanças no projeto. Em vez dos sistemas tradicionais de refrigeração por ar, o novo centro usará resfriamento líquido (liquid cooling), tecnologia considerada mais eficiente para dissipar o calor gerado pelos chips de IA. 🔎 Liquid cooling é uma tecnologia de resfriamento que usa líquidos para absorver e transferir o calor gerado por servidores e equipamentos de TI. Ou seja, no lugar do ar-condicionado, há a circulação de fluidos nos componentes a serem resfriados. "Vai ser o primeiro grande data center só para IA. Tem racks de IA já operando no Brasil, mas não tem um data center que foi concebido diretamente com IA", afirmou Torto. Energia e água Segundo a empresa, a operação foi projetada para funcionar com energia de fontes renováveis e sistemas fechados de refrigeração. "Hoje, 100% da energia que nós usamos vem de autoprodução. Nosso objetivo é sempre ficar neutro em termos do meio ambiente", afirmou Torto. 💧 Em relação ao consumo de água, a empresa diz que o sistema opera em circuito fechado, permitindo o reaproveitamento do recurso. Em 2025, segundo a companhia, o consumo foi equivalente ao de nove casas com quatro moradores ao longo de um ano. "A mesma água que eu coloco no momento que eu estou iniciando a operação do data center, eu vou operar a vida toda com aquilo", afirmou Marcos Siqueira, CRO e chefe de estratégia da companhia. Campus da empresa em Sumaré (SP) Ascenty/Divulgação Por que o interior de SP? O projeto em Sumaré faz parte do plano de expansão da empresa de tecnologia em São Paulo. A iniciativa inclui também a construção de outros três data centers. Juntos, os quatro projetos somam 150 megawatts (MW) de capacidade. "Estamos praticamente aumentando em 40%, em apenas três meses, tudo o que construímos nos últimos 15 anos", afirmou Christopher Torto. A região de Campinas concentra grande parte dos investimentos atuais da empresa e ocupa papel central nos planos de expansão. Segundo os executivos, fatores como oferta de energia, infraestrutura de fibra óptica e proximidade com São Paulo tornaram o interior paulista uma área estratégica. Questionado sobre a possibilidade de outros países da América Latina competirem diretamente com o Brasil, Torto afirmou que o país tem vantagens estruturais para esse tipo de projeto. "O Brasil tem excedente de energia, produz mais do que consome e conta com uma matriz basicamente renovável, algo que muitos países não têm. Hoje, o custo da energia no Brasil é cerca de um terço do registrado nos Estados Unidos", disse. Como funciona um data center por dentro Dhara Assis e Gui Sousa/g1 VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias da região no g1 Campinas

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