Candidata ao Senado, Samanda de Lula fala em combate ao feminicídio e enfrentamento às bets; veja entrevista

Samanda de Lula (PT) é entrevistada no Bom dia Inter Marcelo Vicioli/Inter TV A candidata ao Senado pelo Rio Grande do Norte Samanda de Lula (PT), entrevistada...

Candidata ao Senado, Samanda de Lula fala em combate ao feminicídio e enfrentamento às bets; veja entrevista
Candidata ao Senado, Samanda de Lula fala em combate ao feminicídio e enfrentamento às bets; veja entrevista (Foto: Reprodução)

Samanda de Lula (PT) é entrevistada no Bom dia Inter Marcelo Vicioli/Inter TV A candidata ao Senado pelo Rio Grande do Norte Samanda de Lula (PT), entrevistada nesta terça-feira (15) pelo Bom Dia Inter, disse que pretende atuar em projetos de combate ao feminicídio, garantindo mais recursos. Samanda também disse que vai atuar no enfrentamento às plataformas de apostas. "As bets, como estão, têm adoecido as famílias, têm destruído casamentos, têm retirado o dinheiro da comida das crianças dentro de casa", falou. 📳 Clique aqui para seguir o canal do g1 RN no WhatsApp O Bom Dia Inter iniciou na segunda-feira (14) uma série de entrevistas com os candidatos ao Senado Federal pelo Rio Grande do Norte. As entrevistas seguem até sexta-feira (18), sempre às 7h. Veja o calendário de entrevistas: Segunda-feira (14): Rafael Motta (PDT) Terça-feira (15): Samanda de Lula (PT) Quarta-feira (16): Styvenson Valentim (Podemos) Quinta-feira (17): Coronel Hélio (PL) Sexta-feira (18): Zenaide Maia (PSD) Agora no g1 Candidatura no lugar de Fátima Bezerra Samanda de Lula iniciou a entrevista falando sobre a escolha dela como candidata ao Senado Federal. Vereadora em Natal desde 2024, ela reforçou que assumiu a candidatura que seria, inicialmente, destinada à atual governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, que decidiu se manter no cargo até o fim do mandato, em dezembro de 2026 e, consequentemente, não concorrer às eleições de 2026. Segundo Samanda, a escolha dela como candidata ao Senado representou um projeto político do partido e não um projeto pessoal dela. "Fátima era candidata ao Senado. O RN assistiu ao que a elite política desse estado, que nunca aceitou uma mulher com perfil de Fátima, ter ocupado os espaços que ocupou, deputada estadual, federal, senadora, governadora", A candidata disse que as condições políticas para Fátima Bezerra sair como candidata ao Senado foram retiradas - Fátima e o vice Walter Alves romperam politicamente no início deste ano. "Ela precisava ter renunciado ao mandato, continuou no governo, vai continuar até o último dia e fez esse chamamento junto com a militância e com o presidente Lula para que eu me apresentasse como candidata ao Senado pelo Rio Grande do Norte". Samanda disse ainda que não teme que a desaprovação do governo Fátima Bezerra, apontada em pesquisas recentes, possa prejudicar a sua candidatura e citou a atual governadora como referência para ela. Experiência de dois anos em mandato eletivo Samanda atuou como assessora política na Câmara dos Deputados, no Senado e também no Gabinete Civil do governo do RN. Em cargos eletivos, no entanto, a primeira candidatura foi em 2022, ao cargo de deputada estadual. Em 2024, foi eleita vereadora de Natal. Questionada sobre a experiência, a candidata garantiu que quem atua como vereador está preparado para "qualquer espaço na política" e falou em aproximar o trabalho dos senadores do povo. "É um mandato que, durante 8 anos, movimenta só de emenda parlamentar quase R$ 1 bilhão e está sendo exercido longe do povo", disse, citando o exemplo do projeto do fim da escala 6x1, que segue em tramitação no Senado. Ela apontou ainda que outros projetos que julga importantes para a população, como o aumento do salário mínimo do trabalhador, também passam pelo Senado. Papel dos senadores potiguares e uso de emendas Samanda de Lula disse que pretende atuar no Senado como uma articuladora política e criticou os senadores atuais, dizendo que eles têm feito o papel atualmente apenas de "despachante de emendas". "Ir atrás de fazer articulação política e nenhum senador do Rio Grande do Norte hoje faz articulação política. Eles se escondem apenas atrás de despachar emenda, que é importante, mas o papel do senador é muito maior que isso e essa é a minha disposição", falou. A candidata citou que há obras destinadas ao Rio Grande do Norte que precisam de acompanhamento para que não faltem recursos ao longo dos anos e que não vê senadores assumindo o papel de acompanhar esse cenário. Ela citou, por exemplo, a obra da duplicação da BR-304, o Porto-Indústria Verde, e a Ferrovia Transnordestina. "Isso é um compromisso que eu terei, de ser a senadora que vai ter a prerrogativa de indicar emendas parlamentares, ouvindo os prefeitos, ouvindo os vereadores que não são ouvidos, meus colegas vereadores, ouvindo os trabalhadores do setor produtivo também do meu estado, mas também fazendo muita articulação política, abrindo portas em Brasília para que o nosso estado do Rio Grande do Norte volte a ocupar o espaço que é merecido", disse. Combate ao feminicídio e enfrentamento a bets Samanda disse que pretende atuar em projetos no Senado Federal de combate ao feminicídio em defesa das mulheres e das crianças. Segundo ela, isso é possível através da garantia de mais recursos relacionados à segurança pública para o estado. "A gente precisa dar um basta no feminicídio. A gente faz isso com recursos para poder enfrentar a violência. A gente faz isso com recursos para poder dar mais cidadania e dignidade às mulheres, elas terem para onde ir na hora que se sentirem ameaçadas dentro de casa", falou. Outra pauta defendida pela candidata é o enfrentamento às bets. "O compromisso também que a gente tem é de fazer no Congresso Nacional o enfrentamento às bets como elas estão. Questão de aborto A candidata também foi questionada sobre o posicionamento dela em relação ao aborto, citado em outras entrevistas. Samanda disse entender que o aborto é uma questão de saúde pública, que conta com legislação permissiva em alguns cenários, mas que não vai pautar o tema baseado apenas nas suas convicções pessoais, mas no debate. "Eu não serei senadora de mim, das minhas convicções, serei uma senadora para atender e para construir um mandato com muito diálogo e com quem entende do assunto sem jogar para a plateia", falou. Ela disse que tem visto estudos e escutado depoimentos de mulheres que passaram pelo aborto e que apontaram uma mudança no corpo e na vida. Segundo ela, é preciso também discutir a violência sexual entre crianças e adolescentes. "Os adolescentes agora, inclusive, fazendo brincadeiras nas redes sociais, estupros coletivos, que são filmados, virando brincadeiras nas redes sociais. A gente precisa fazer esse enfrentamento e discutir o papel da mulher na sociedade", falou. Considerações finais No final da entrevista, a candidata falou que busca ser senadora pelo Rio Grande do Norte para ajudar o atual presidente e candidato à reeleição Lula a ter maioria no Senado Federal. A candidata citou que trabalhou por mais de 16 anos em Brasília e que conhece todos os municípios do Rio Grande do Norte. "Trabalhei já na Câmara dos Deputados, Senado Federal, no governo do Estado, no governo federal e quero estar em Brasília, para trabalhar pelo meu estado, ouvindo todas as pessoas que queiram contribuir com o crescimento, o fortalecimento, a geração de emprego e renda aqui no Rio Grande do Norte", falou.

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