Alunos de escola pública do Pará criam 'papel inteligente' com açaí e ganham prêmios internacionais
Alunos desenvolveram papel inteligente a partir da bananeira e açai Divulgação Estudantes da Escola Estadual de Ensino Médio (EEEM) Padre José Nicolino de ...
Alunos desenvolveram papel inteligente a partir da bananeira e açai Divulgação Estudantes da Escola Estadual de Ensino Médio (EEEM) Padre José Nicolino de Souza, localizada no município de Oriximiná, no oeste do Pará, vêm se destacando na comunidade científica com o desenvolvimento do projeto "Papel Inteligente Biodegradável Produzido com Biomassa Amazônica para Monitoramento Visual de pH da Água". A inovação já acumula diversos prêmios no Brasil e também no exterior. A conquista mais recente do grupo foi o 1º lugar geral na categoria Ensino Médio Internacional na ExpoCiencias Nacional Chile 2026. No evento, a equipe paraense disputou com projetos do Equador, México, Paraguai, Colômbia e outras seis equipes brasileiras. Estudantes de Oriximiná criaram 'papel inteligente' com açaí e bananeira Divulgação Antes da vitória no Chile, o trabalho já havia conquistado a medalha de ouro na mostra científica realizada no Paraguai, entre os dias 6 e 8 de outubro, e premiação de destaque na Milset Brasil, em Fortaleza (CE). Diante dos resultados, a trajetória dos jovens cientistas incluirá apresentações e eventos em Santarém, Belém, Brasília e Nova York, nos Estados Unidos. O "papel inteligente" foi idealizado para atender prioritariamente comunidades ribeirinhas, quilombolas e populações isoladas que necessitam verificar a qualidade da água consumida de forma prática e acessível. A tecnologia consiste na produção de uma fibra a partir do tronco da bananeira impregnada com extrato de açaí, que altera sua coloração em contato com a água, indicando visualmente o nível de pH. Além do aspecto social e sanitário, a pesquisa ambiental buscou solução para um dos principais gargalos da produção de papel artesanal tradicional: o consumo elevado de água. A utilização da biomassa amazônica combinada às técnicas do projeto permitiu reduzir o gasto hídrico durante o processo produtivo, possibilitando ainda o reuso da água utilizada na fabricação. Estudantes apresentando projeto no Chile Divulgação O projeto é de autoria dos alunos Giulia Cabral Guerreiro, Marcos Vinícius Santos de Oliveira e Matheus Willian Jordão Rodrigues, sob a orientação da professora Andreza Maria Santos de Oliveira e coorientação de Silvana Maria Cabral Guerreiro. Além do papel biodegradável, a EEEM Padre José Nicolino de Souza levou outras duas pesquisas científicas de destaque para eventos nacionais: Modelo Comparativo Intercultural para Valorização das Indígenas e Quilombolas de Oriximiná-PA aplicada à Educação Antirracista: Autoria de Isabella Soares Farias e Amanda Sofia Portilho da Cunha, sob orientação de Andreza Maria Santos de Oliveira. Tinta Solar Fotovoltaica com Pigmentos Naturais da Amazônia: Autoria de Mayza Lorrana Lavor, Maria Sophia Brito Franco e Heitor Calderaro Nunes. Estudantes já conquistaram prêmios internacionais Divulgação Colaboração: Ana Kaila Amaral/TV Tapajós VÍDEOS: mais vistos do g1 Santarém e Região